05/08/2014 às 08h28min - Atualizada em 05/08/2014 às 08h28min

Serial killer pode estar à solta em Goiânia e doze mulheres de 15 a 25 anos já foram mortas

Araguaia Notícia / Diário da Manhã
Diário da Manhã


A população de Goiânia está com medo de sair às mulheres de 15 a 25 anos devido a onda de assassinatos que vem ocorrendo neste ano na capital goiana. Já foram mortas doze moças. Todas bonitas de cabelos cumpridos e que estavam sozinhas andando pela rua ou paradas em pontos de ônibus e praças. 

A última vítima foi a adolescente Ana Lídia de Sousa, de 14 anos, morta por um homem numa moto preta, jaqueta e capacete preto. Testemunhas que passavam pelo só perceberam que o motoqueiro se aproximou e efetuou o disparo contra a vítima que espera um ônibus para voltar para casa.

A Polícia Civil de Goiás, que não acreditava na existência de um assassino em série (Serial Killer), passou admitir essa possibilidade e definiu uma força-tarefa formada por trinta delegados e quinze peritos para achar esse assassino que atormenta uma das cidades mais bonitas do Brasil.

Goiânia é a cidade mais procurada pelo barra-garcense para curtir o final de semana e as férias. A notícia das mortes preocupa muita gente que pretendia visitar Goiânia nos próximos dias.

Várias mulheres jovens e bonitas foram mortas antes e depois de uma mensagem de voz, circular pelo aplicativo de celular WhatsApp, informando sobre a existência de um serial killer agindo na capital.

Os assassinatos geralmente são praticados por um homem em uma moto preta e com capacete preto, ele se aproxima da vítima, dá voz de assalto, saca a arma, dispara contra a mulher e foge em seguida sem levar nada.

O delegado Murilo Polati disse que os casos já ocorridos envolvem garotas com crimes passionais (relacionamento afetivo mal sucedido) e outras apontam envolvimento das vítimas com consumo e tráfico de drogas, mas prefere não dar detalhes para não comprometer os inquéritos.

Entenda o que é Serial Killer na reportagem do jornal Diário da Manhã:

Os seriais killers são divididos em quatro tipos

Visionário: é um indivíduo completamente insano, psicótico. Ouve vozes dentro de sua cabeça e as obedece. Pode também sofrer de alucinações ou ter visões.
Missionário: socialmente não demonstra ser um psicótico, mas em seu interior tem a necessidade de “livrar” o mundo do que julga imoral ou indigno. Este assassino escolhe certo tipo de grupo para matar, como prostitutas, homossexuais, mulheres ou crianças.
Emotivo: mata por pura diversão. Dos quatro tipos estabelecidos, é o que realmente tem prazer de matar e utiliza requintes sádicos e cruéis, obtendo prazer no próprio processo de planejamento do crime.
Sádico: é o assassino sexual. Mata por desejo. Seu prazer será diretamente proporcional ao sofrimento da vítima sob tortura. A ação de torturar, mutilar e matar lhe traz prazer sexual. Canibais e necrófilos fazem parte deste grupo.

Os seriais killers também são divididos nas categorias “organizados” e “desorganizados”, geograficamente estáveis ou não. O denominador comum entre todos os tipos é o sadismo, desordem crônica e progressiva. Fonte: Livro 'Serial Killer – Louco ou Cruel?', Ilana Casoy

Confira a lista dos dez maiores assassinos em série da história

Luis Garavito

Conhecido como La Bestia, o assassino colombiano Luis Alfredo Garavito Cubillos admitiu ter matado e estuprado mais de 130 jovens garotos na década de 1990. Estima-se, no entanto, que o número total de suas vítimas pode ultrapassar 400. Preso em 22 de abril de 1999, e condenado por 139 dos assassinatos, recebeu uma pena de 1.853 anos e 9 dias na prisão. Mas, na prática, será liberado do cárcere ainda neste milênio: devido às leis do sistema penal colombiano, ele só pode passar 30 anos atrás das grades. Além disso, como colaborou no caso, sua pena foi reduzida para 22 anos.

Thug Behram
Os dados divergem. Apesar de ser considerado um dos mais mortais serial killers de todos os tempos, com 931 estrangulamentos em seu currículo, o livro Thug: The True Story of India's Murderous Cult aponta que o indiano Thug Behram teria sido responsável por “apenas” 125 destes assassinatos. Seus crimes (inegavelmente numerosos) foram cometidos entre os anos de 1790 e 1840.

Pedro López
Também colombiano, o Monstro dos Andes Pedro Alonso Lopez confessou ter matado 110 meninas no Equador, 100 na Colômbia e “bem mais de uma centena’ no Peru. Todas suas vítimas eram garotas com idade entre 9 e 12 anos. Preso em 1980, e condenado apenas pelos assassinatos das 110 jovens equatorianas em 1983, ele foi solto em 1998.

Elizabeth Báthory
Elizabeth Báthory tinha sangue azul, mas curtia ver o sangue vermelho jorrar. A húngara foi acusada de torturar e matar 80 garotas, com a ajuda de quatro pessoas. Mas registros indicam que 650 cabeças de jovens donzelas rolaram por causa da condessa. Elizabeth nunca foi sequer julgada. Mas, em 1610, a condessa foi submetida a uma espécie de “prisão domiciliar”, em um castelo na Eslováquia. E ficou lá até morrer, quatro anos mais tarde. Quer saber o pior? Tempos depois, foram encontrados textos que diziam com todas as letras que a condessa matava garotinhas porque – atenção! – gostava de se banhar no sangue de moças virgens para manter a sua juventude.

Daniel Barbosa
Nascido na Colômbia, o serial killer Daniel Camargo Barbosa foi preso pela primeira vez em 1964, e condenado por abusar sexualmente de dez mulheres. Depois de oito anos na prisão, foi solto. A grande onda de mortes, que o tornaria conhecido como El sádico del Chanquito, aconteceu entre os anos de 1984 e 1986. Ele admitiu ser responsável pelo assassinato de ao menos 71 garotas e mulheres durante o período, mas autoridades estimam que ele pode ter matado até 150 pessoas. Condenado em 1989 a 16 anos na prisão, pena máxima do sistema penal equatoriano, ele foi morto na prisão em 1994, pelo primo de uma de suas vítimas.

A onda de mortes em Goiânia começou com a execução de quatro garotas no Morro do Mendanha, no Jardim Petrópolis, em Goiânia, no mês de março deste ano. As vítimas: Mylleide Morgana, Sinara Monteiro e Rayane Kellry.
 


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