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09/11/2022 às 07h04min - Atualizada em 09/11/2022 às 07h04min

Acusados de matarem radialista são levados à Júri depois de 10 anos

G1 GO 
ARAGUAIA NOTÍCIA


O segundo dia de julgamento dos acusados de matar o radialista Valério Luiz aconteceu nesta terça-feira (8), no Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO), em Goiânia. A sessão, que durou quase 12 horas, contou com os interrogatórios dos réus. Segundo o TJ-GO, das 24 testemunhas que seriam ouvidas à princípio, 16 foram dispensadas. Cinco testemunhas de acusação foram ouvidas na segunda-feira (7) e outras três da defesa foram ouvidas nesta terça-feira. Segundo o TJ-GO, Antenor Pinheiro, testemunha que seria ouvida hoje, foi dispensado após entendimento de que sua fala não era necessária. A expectativa é que o júri seja finalizado na quarta-feira (9), no entanto, conforme o tribunal, o prazo depende do andamento dos depoimentos.

O crime aconteceu em 2012, na porta da rádio onde a vítima trabalhava, na Rua C-38, Setor Serrinha, em Goiânia. Ele foi morto a tiros logo após sair do trabalho. A motivação do homicídio foi, segundo a polícia, comentários feitos por Válerio Luiz, que teriam gerado "acirrada animosidade e ressentimento" por parte de um dos acusados.

O início do segundo dia do júri atrasou mais de uma hora. De acordo com o juiz Lourival Machado, o atraso foi causado após um acidente de trânsito com uma testemunha da defesa. Segundo o advogado de defesa Ricardo Naves, Adson Batista “esbarrou” o carro quando estava a caminho do local, mas não houve vítima.

Os cinco acusados do crime são:

Maurício Sampaio, apontado como mandante;
Urbano de Carvalho Malta, acusado de contratar o policial militar Ademá Figueiredo para cometer o homicídio contra o radialista;
Ademá Figueiredo Aguiar Filho, apontado como autor dos disparos que mataram Valério;
Marcus Vinícius Pereira Xavier, que teria ajudado os demais a planejar o homicídio do radialista;
Djalma Gomes da Silva, que teria ajudado no planejamento do assassinato e também atrapalhado as investigações.

Os réus começaram a ser ouvidos por volta das 14h30. O juiz Lourival Machado pediu a interrupção da transmissão dos interrogatórios dos acusados. Conforme o Tribunal de Justiça de Goiás, não é permitido que os acusados acompanhem os depoimentos uns dos outros e, como o réu Marcus Vinícius Pereira Xavier assiste o júri por videoconferência, ele poderia ter acesso ao conteúdo das falas.

No primeiro e segundo dia, o julgamento foi voltado para ouvir as testemunhas e para o interrogatório dos réus. Após os depoimentos, a acusação e defesa devem apresentar suas argumentações aos jurados.

Veja abaixo a avaliação da acusação, pelo advogado Valério Luiz Filho, e da defesa, pelo advogado Ricardo Naves, sobre o segundo dia de júri e a preparação para o terceiro dia, onde devem ser realizadas as apresentações das partes.

A primeira testemunha a ser ouvida foi o jornalista Joel Datena, que falou por quase 1h30. Ele prestou depoimento como testemunha de defesa do Policial Militar Ademá Figueiredo, que era seu segurança e, atualmente, apontado como autor dos disparos que mataram Valério.

O jornalista afirmou que não conhecia o radialista Valério Luiz antes de sua morte e não sabia de nenhum envolvimento dele com seu segurança, Ademá Figueiredo. “Nunca tive atividade profissional com ele, nunca fui ligado à imprensa esportiva”, disse.

Joel Datena afirmou ter saído de casa mais cedo que o habitual, por volta de 14h30, no dia do crime, acompanhado de Ademá Figueiredo, apontado como autor dos disparos que mataram Valério. A morte de Valério Luiz foi registrada por volta de 14h, do dia 5 de julho de 2012.Joel Datena diz que Figueiredo estava em sua casa no dia que Valério foi assassinado

Joel Datena chegou a contar detalhes da rotina dele no dia do crime: foi à academia, buscou as crianças no colégio, almoçou e saiu para o trabalho, tudo em companhia do réu Ademá Figueiredo. Questionado se Ademá Figueiredo estava trabalhando em sua segurança no dia do crime, Joel afirmou que o réu estava na casa dele no dia. “

Figueiredo estava dentro da minha casa naquele momento, quando desci, o vi”, disse.

Questionado pela promotoria sobre um comentário feito por Valério Luiz sobre o Atlético ‘quando os barcos estão afundando, os ratos são os primeiros a sair’ na ocasião em que Maurício Sampaio e outros dirigentes deixavam a gestão do time e também sobre Maurício Sampaio se sentir “agredido” com as palavras do radialista, Joel Santana afirmou que existiam problemas entre a gestão do Atlético e algumas emissoras, mas que não se recorda de algo específico entre a vítima e Sampaio.

“Alguns problemas existiam entre a gestão do Atlético e algumas emissoras. Objetivamente, não tinha conhecimento porque não inteirei muito do meio esportivo”, disse.

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