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25/10/2022 às 16h23min - Atualizada em 25/10/2022 às 16h23min

"Fiz para me defender", diz grávida que matou pai e filho em MT

Bruna Felsk, de 26 anos, que está grávida de 8 meses, diz que não premeditou o crime

Midia News
ARAGUAIA NOTÍCIA

A técnica em segurança do trabalho Bruna Felsk, de 26 anos, acusada de matar dois homens no último final de semana, deu a sua versão dos fatos em entrevista nesta terça-feira (25). Ela afirmou nunca ter tido a intenção de matar alguém e ter agido em legítima defesa. “Imaginei que ele iria me matar”, garantiu.
 
Casada há cerca dois anos e grávida de 8 meses, Bruna diz que vinha convivendo com a traição do marido, que teria tido início em julho deste ano.
 
A relação acabou culminando na morte de Genuir e Marcelo de Barros, de 67 e 37 anos, respectivamente pai e irmão da suposta amante de seu marido.
 

“Jamais premeditei algo assim. Jamais tive a intenção de matar alguém”, afirmou Bruna.
 
De acordo com a sua versão, ela foi até a propriedade das vítimas, na comunidade Sede Velha, no Município de Terra Nova do Norte, para conversar com o pai da suposta amante.
 
“Só queria que o pai dela pudesse intervir e falar com ela. Eu precisava de paz na minha vida, na minha gestação”, disse.
 
Bruna alega que as duas já se conheciam e seus filhos até estudam na mesma escola.
 
“Ela sempre soube que ele era casado, que eu estava grávida. Chegamos a conversar por diversas vezes. Ela sempre debochou de mim, me agredia com palavras”, afirmou.
 
De acordo com a versão de Bruna, ela chegou à propriedade e conversou com Genuir. Ela conta que a conversa seguia pacífica, até que a esposa de Genuir teria chegado alterada.
 
Logo em seguida, segundo Bruna, o marido e seu pai chegaram para tirá-la de lá. Marcelo, uma das vítimas fatais, teria vindo logo atrás.
 
“Ele [Marcelo] chegou com muita violência, agredindo minha mãe. Foi quando saí do carro, ele me deu um soco no rosto, e me jogou ao chão”.
 
De acordo com Bruna, seu pai pegou um facão achando que afugentaria Marcelo.
 
“Mas ele fez foi agredir meu pai e tentar pegar o facão da mão dele. Sabia que ele era uma pessoa violenta. Me lembrei da pistola do meu esposo [dentro do carro] e peguei como método de defesa. Foi a única solução que vi”. Ela então atirou.  
 
“Após o disparo, o pai dele veio pra cima de mim. Eu só atirei como defesa, pois imaginei que ele iria me matar”, afirmou.
 
Após o disparo, a rival de Bruna teria saído de dentro da casa e a derrubado. “Me derrubou, sentou em cima da minha barriga e me bateu. Meu pai, para tirar ela de cima de mim, bateu com o lado do facão nas nádegas dela”.
 
De acordo com Bruna, enquanto sua rival a enforcava, a mãe dela teria pegado uma viga e estaria prestes a atingir a sua cabeça, momento em que seus pais entraram na frente.
 
Sobre ter fugido do local, Bruna disse que fez pelo mesmo motivo que disparou a arma, para se defender.
 
“Na hora do desespero a gente não sabe o que faz, ainda mais quando após o fato filha e mãe tentaram me matar também”.
 
Estado de saúde
 
Desde que descobriu o caso do marido, e com as provocações que estaria sofrendo, Bruna diz ter dado início a um tratamento com anti-depressivos.
 
Ela desmente a versão de que seria uma atiradora experiente. “Tem sites que dizem que eu tinha curso de tiro, mas nunca fiz, nem sequer frequentei um clube de tiro”, afirmou.
 
Segundo Bruna, durante os dois anos de relação, ela e o marido nunca passaram por uma separação, ao contrário do que afirmou sua rival, que à Polícia admitiu ter mantido um relação com o marido de Bruna, mas quando o casal estava separado.

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