Candidatura coletiva do PSOL tem membro de Barra do Garças e se reuniu no último final de semana
'Lidy e Bem Viver Pela Retomada realizou ações na cidade
Grazi Godwin/Assessoria Lidy e Bem Viver pela Retomada é a única candidatura coletiva de esquerda no Estado de Mato Grosso. Composta por Lidiany Sena, nutricionista e servidora pública da educação, Lélica Elis, docente na UFMT de Cuiabá no curso de Serviço Social e Jheury Souza, estudante de geografia na UFMT Araguaia e também servidor público da educação, o trio tem o objetivo de conseguir uma vaga na Câmara dos Deputados, levando as pautas de luta ecossocialista.
Os co-candidatos pelo partido PSOL-MT realizam campanha eleitoral de forma simultânea por não serem da mesma cidade, conseguindo promover o diálogo com a população em diversas regiões do Estado. Com eixo ecossocialista, o trio defende que os modos de produção tenham a participação do povo em conjunto à preservação do meio ambiente, através do fortalecimento e ampla adesão da Agroecologia e Agricultura Familiar.
Neste fim de semana, os co-candidatos trabalharam juntos em Barra do Garças, a 511 km da capital Cuiabá: sexta-feira estiveram na feira central da cidade; no sábado de manhã participaram de uma oficina sobre compostagem (produção de adubo a partir da reciclagem do lixo) na Comunidade Agroecológica do Bem Viver e à noite panfletaram na rregião do Porto do Baé.
Lélica, Lidiany e Jheury acreditam que essa candidatura é uma novidade dentro do cenário político de Mato Grosso. “Queremos trazer uma perspectiva de uma outra política coletiva e comprometida com os interesses do povo. Estamos dispostos a dialogar e construir propostas coletivas em prol de todos nós trabalhadores”, diz Lélica.
Por ser um partido menor e consequentemente ter menos espaço nas campanhas eleitorais dentro da TV e do rádio, Lidiany e Jheury utilizam as redes sociais para fazer campanha. Eles acreditam que dessa forma o legado da candidatura alcançará pessoas que nunca ouviram falar em candidatura coletiva.
O que significa uma candidatura ser coletiva? Em uma candidatura coletiva, todos os membros têm poder de decisão dentro de deliberações internas e não há uma quantidade mínima ou máxima de co-candidatos. Apesar disso, há um titular que responde por questões burocráticas e que ocupa uma cadeira na Câmara de Vereadores, na Assembleia Legislativa ou na Câmara dos Deputados, dependendo do cargo que tal chapa queira se candidatar.
O primeiro registro de candidatura coletiva foi em 1994, mas a prática teve guinada nas eleições de 2016, principalmente em grandes cidades dos país.
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