Delegado deve ouvir colega que trabalhava com bolsonarista que assassinou petista no Araguaia
Até este domingo (11), a maioria das testemunhas já foram ouvidas para conclusão do inquérito policial; o apoiador do presidente Bolsonaro Rafael Silva de Oliveira, de 22 anos, matou a facadas Benedito Cardoso dos Santos, de 42 anos, por discussão política.
Rafael Silva de Oliveira é preso após matar colega de trabalho durante discussão política; autor defendia Bolsonaro e vítima, Lula — Foto: Divulgação/Polícia Civil
G1 MT
ARAGUAIA NOTÍCIA O delegado Victor Oliveira, responsável pela investigação sobre o assassinato de Benedito Cardoso dos Santos por discussão política, em Confresa, a 1,2 km de Cuiabá, disse que uma segunda testemunha deve ser localizada para prestar esclarecimentos à polícia. Essa pessoa trabalhou junto com Benedito e com o bolsonarista Rafael Silva Oliveira, autor do crime. De acordo com o delegado, a expectativa é de que isso seja feito nesta segunda-feira (12). Ainda, segundo Oliveira, a maioria das testemunhas já foram ouvidas. Os laudos técnicos de necropsia e do local do crime também devem ser concluídos nesta semana. No sábado (10), uma testemunha próxima do autor do crime foi ouvida pela polícia. Após colhido os testemunhos e o parecer dos laudos, o delegado informou que deverá remeter o inquérito ao Judiciário. Contudo, uma previsão acerca do término desta investigação policial somente deve sair depois de cumprida essa etapa das testemunhas.
Entenda o caso O bolsonarista Rafael Silva de Oliveira, de 22 anos, se desentendeu com o colega de trabalho Benedito Cardoso dos Santos, de 42 anos, apoiador do ex-presidente Lula, e o matou com ao menos 15 golpes de faca e machado. O crime ocorreu em uma chácara em Agrovila, zona rural de Confresa, cidade a 1.160 km da capital Cuiabá. Segundo o delegado, os dois homens trabalhavam juntos no corte de lenha em uma propriedade e, na noite de 7 de setembro, começaram a discutir sobre política. "O que levou ao crime foi a opinião política divergente. A vítima estava defendendo o Lula, e o autor defendendo o Bolsonaro", disse o delegado. Segundo a Polícia Civil, Benedito deu um soco no rosto de Rafael e, em seguida, pegou uma faca. O autor do crime, então, partiu para cima da vítima e tomou para si a arma branca. Ainda conforme a versão apresentada pelo delegado, Benedito teria corrido e Rafael o perseguiu e começou a golpeá-lo pelas costas. A vítima caiu no chão, momento em que o autor aproveitou para acertá-la com golpes no olho, no pescoço e na testa. De acordo com o delegado, Rafael foi até um barracão pegar um machado e voltou até Benedito, que ainda estava vivo, e o acertou no pescoço, na tentativa de decapitá-lo. O autor escondeu as armas do crime e foi andando até a cidade de Confresa, chegou ao hospital e solicitou atendimento médico, porque estava com um corte na mão e outro na testa. Ele alegou que tinha sido vítima de uma tentativa de roubo. O suspeito foi encaminhado para a delegacia para prestar depoimento e confessou o crime. O suspeito foi preso em flagrante por homicídio qualificado, por motivo fútil e cruel. A prisão em flagrante foi convertida para preventiva. Os policiais encontraram a faca e o machado e outros elementos que apontavam para o suspeito no local do crime. De acordo com a Polícia Civil, durante o interrogatório, Rafael disse que "nenhum concordava com a opinião do outro". Ele chegou a gravar um vídeo do corpo da vítima e formatou o celular antes de entregar o aparelho para um amigo. Segundo a polícia, uma perícia está sendo feita para recuperar o registro no celular.
Repercussão Pelas redes sociais, o candidato do PT à Presidência, Luiz Inácio Lula da Silva, lamentou o assassinato, a facadas, de um simpatizante petista durante discussão com um bolsonarista.
"É com muita tristeza que soube da notícia do assassinato de Benedito Cardoso dos Santos, na zona Rural de Confresa. A intolerância tirou mais uma vida. O Brasil não merece o ódio que se instaurou nesse país. Meus sentimentos à família e amigos de Benedito", disse Lula por meio de uma rede social.
ARAGUAIA NOTÍCIA O delegado Victor Oliveira, responsável pela investigação sobre o assassinato de Benedito Cardoso dos Santos por discussão política, em Confresa, a 1,2 km de Cuiabá, disse que uma segunda testemunha deve ser localizada para prestar esclarecimentos à polícia. Essa pessoa trabalhou junto com Benedito e com o bolsonarista Rafael Silva Oliveira, autor do crime. De acordo com o delegado, a expectativa é de que isso seja feito nesta segunda-feira (12). Ainda, segundo Oliveira, a maioria das testemunhas já foram ouvidas. Os laudos técnicos de necropsia e do local do crime também devem ser concluídos nesta semana. No sábado (10), uma testemunha próxima do autor do crime foi ouvida pela polícia. Após colhido os testemunhos e o parecer dos laudos, o delegado informou que deverá remeter o inquérito ao Judiciário. Contudo, uma previsão acerca do término desta investigação policial somente deve sair depois de cumprida essa etapa das testemunhas.
Entenda o caso O bolsonarista Rafael Silva de Oliveira, de 22 anos, se desentendeu com o colega de trabalho Benedito Cardoso dos Santos, de 42 anos, apoiador do ex-presidente Lula, e o matou com ao menos 15 golpes de faca e machado. O crime ocorreu em uma chácara em Agrovila, zona rural de Confresa, cidade a 1.160 km da capital Cuiabá. Segundo o delegado, os dois homens trabalhavam juntos no corte de lenha em uma propriedade e, na noite de 7 de setembro, começaram a discutir sobre política. "O que levou ao crime foi a opinião política divergente. A vítima estava defendendo o Lula, e o autor defendendo o Bolsonaro", disse o delegado. Segundo a Polícia Civil, Benedito deu um soco no rosto de Rafael e, em seguida, pegou uma faca. O autor do crime, então, partiu para cima da vítima e tomou para si a arma branca. Ainda conforme a versão apresentada pelo delegado, Benedito teria corrido e Rafael o perseguiu e começou a golpeá-lo pelas costas. A vítima caiu no chão, momento em que o autor aproveitou para acertá-la com golpes no olho, no pescoço e na testa. De acordo com o delegado, Rafael foi até um barracão pegar um machado e voltou até Benedito, que ainda estava vivo, e o acertou no pescoço, na tentativa de decapitá-lo. O autor escondeu as armas do crime e foi andando até a cidade de Confresa, chegou ao hospital e solicitou atendimento médico, porque estava com um corte na mão e outro na testa. Ele alegou que tinha sido vítima de uma tentativa de roubo. O suspeito foi encaminhado para a delegacia para prestar depoimento e confessou o crime. O suspeito foi preso em flagrante por homicídio qualificado, por motivo fútil e cruel. A prisão em flagrante foi convertida para preventiva. Os policiais encontraram a faca e o machado e outros elementos que apontavam para o suspeito no local do crime. De acordo com a Polícia Civil, durante o interrogatório, Rafael disse que "nenhum concordava com a opinião do outro". Ele chegou a gravar um vídeo do corpo da vítima e formatou o celular antes de entregar o aparelho para um amigo. Segundo a polícia, uma perícia está sendo feita para recuperar o registro no celular.
Repercussão Pelas redes sociais, o candidato do PT à Presidência, Luiz Inácio Lula da Silva, lamentou o assassinato, a facadas, de um simpatizante petista durante discussão com um bolsonarista.
"É com muita tristeza que soube da notícia do assassinato de Benedito Cardoso dos Santos, na zona Rural de Confresa. A intolerância tirou mais uma vida. O Brasil não merece o ódio que se instaurou nesse país. Meus sentimentos à família e amigos de Benedito", disse Lula por meio de uma rede social.