Presidente Deuzilda recua de empossar suplente em Aragarças e vereador continua preso
Após enviar convocando o suplente Dulcindo Figueiredo dos Santos, o Duda, para assumir vaga no lugar do vereador Rones Kley, a presidente da Câmara de Aragarças, Deuzilda Moreira, teve que recuar na sua intenção diante da negativa dos demais vereadores que se negaram a entrar em plenário para dar posse ao suplente.
Oito vereadores(menos Hudson Manteguinha) estiveram em reunião com a presidente da Câmara de Vereadores, Deuzilda Oliveira, antes do início da sessão, porém se negaram de entrar no plenário.
Em posse de um ofício e ameaçando entrar com mandado de segurança, a assessoria jurídica do vereador Rones Kley da Silva e tendo como ferrenha defensora a vereadora Maria Rosa, os vereadores não entraram no plenário da Casa de Leis para dar posse ao ex-vereador Duda, que foi notificado através do ofício 109/2022. O ofício em favor de Rones pedia exatamente a impugnação do ofício da presidente Deuzilda que convocava Duda para assumir.
Na tarde de segunda-feira (29/08), a defesa do vereador Rones, entrou com mais um pedido de liberdade ao vereador, detido na sede do 47° BPM, desta vez na capital Goiânia-GO, no Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, o segundo a ser negado.
O Desembargador Aureliano Albuquerque Amorim, indeferiu a liminar do Habeas Corpus.
Vale ressaltar que a juíza de Aragarças-GO negou um pedido de revogação da prisão preventiva na Comarca de Aragarças, sendo que após isso a defesa impetrou um Habeas-Corpus no Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, onde o Desembargador indeferiu a liminar para que houvesse a soltura do investigado.
Procurado pela reportagem, Dulcindo Figueiredo dos Santos, o Duda, disse: "estou no aguardo para as providências cabíveis sobre o caso. Como fui notificado ser empossado interinamente, estive na sessão". Tentamos contato com a presidente da Câmara de Aragarças, mas sem sucesso.
Na terça-feira, 30, os vereadores Maria Rosa, Darci Barros, Nego Leão e Deuzilda Oliveira estarão na sede da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra a Administração Pública (Dercap), para serem ouvidos, pois foram citados no inquérito policial.
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