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04/08/2022 às 16h02min - Atualizada em 04/08/2022 às 16h02min

Policial Penal acusado de envolvimento na morte de italiano em Barra do Garças será julgado, de novo, dia 11 de agosto

A Defesa do acusado conseguiu anular o primeiro julgamento de setembro de 2021

Araguaia Notícia
Pecuarista italiano Alessandro Carrega Dal Pozzo, de 63 anos, que foi assassinado em agosto de 2016
O policial penal Célio Mariano será novamente julgado dia 11 de agosto (numa quinta-feira) por Júri Popular em Barra do Garças pelo suposto envolvimento dele na morte do pecuarista Alessandro Carrega Dal Pozzo, de 63 anos, que foi assassinado em agosto de 2016. Célio tinha sido condenado a  24 anos, 6 meses e 12 dias de reclusão em setembro de 2021, todavia recorreu e conseguiu anular o julgamento.

De acordo com a denúncia, Célio Mariano teria participado como mandante do crime juntamente com Tatiane Lourenço, ex-mulher do italiano que estaria de olho nos bens do ex-marido e estava namorando com o policial penal. O autor dos disparos, que ceifaram a vida do italiano, foi Wytalo Yan, que também já foi julgado e condenado a 14 anos de reclusão, em 2019, no mesmo que dia em que foi condenada, Tatiane Lourenço.

Na época,  o advogado Rafael Rabaioli voltou a elogiar o trabalho que foi realizado pela Polícia Civil de Barra do Garças através do delegado Adriano Alencar e a equipe da 1ª DP, que conseguiram juntar provas robustas que auxiliaram no esclarecimento do crime.

“Nós acompanhamos esse caso desde a morte do italiano e estamos com sentimento do dever cumprido. Alessandro era um homem bom, trabalhador e que veio para o Brasil com intuito de produzir e constituir uma família. Tiraram a sua vida de forma cruel e premeditada, por isso entendo, que a Justiça prevaleceu”, destacou.  

Crime bárbaro

O corpo do italiano foi encontrado dias depois do crime cuja suspeita recaiu sobre Tatiane, ex-esposa do italiano e Wytalo Yan como executor.

O crime aconteceu na casa do italiano e corpo somente foi descoberto dias depois ocorrido por causa do mau cheiro em que vizinhos chamaram a polícia. As investigações para chegar à autoria do crime começaram no mesmo dia quando o corpo foi encontrado pela equipe plantonista da Polícia Civil que foi até a cena do crime e peritos e investigadores encontraram uma pegada de uma bota cujo número e marca bateram com uma bota encontrada na casa de Tatiane. 

As investigações da 1ª DP de Barra do Garças, na época com os delegados Adriano Alencar e Renato Resende, chegaram à conclusão que Tatiane estaria envolvida no crime juntamente com o namorado dela na época e hoje ex-namorado, o policial penal Célio Mariano. Célio pediu que o processo fosse desmembrado, mas mesmo assim também foi condenado.

Na época das investigações eles negaram o homicídio e foram postos em liberdade após a temporária de trinta dias. As investigações continuaram atendendo um pedido do consulado italiano no Brasil que inclusive disponibilizou um policial italiano para auxiliar na elucidação do homicídio e um pedido também do Ministério Público. A novidade foi então a prisão de Wytalo Yan apontado como autor dos disparos que ceifaram a vida do pecuarista. Vale destacar que o policial italiano elogiou o trabalho investigativo que estava sendo feito pela Polícia Civil de Barra do Garças. 
 
O motivo do crime, segundo inquérito, teria sido uma disputa pelo patrimônio do italiano avaliado em torno de R$ 10 milhões. Tatiane que estava separada do pecuarista estaria de olho nos bens do ex-marido. De acordo com a Polícia Civil, Tatiane que na época namorava com policial penal combinaram o crime e chamaram Wytalo para participar.

Wytalo, que já estava preso por outro motivo na cadeia de Barra do Garças, teria sido o indivíduo que entrou na casa do italiano e efetuou os disparos, porém ele contou com ajuda de alguém que conhecia o ambiente inclusive os cachorros da vítima. No entanto, ele nega o crime. Aliás, os três negam participação na morte do italiano.

Furto de Land Rover

Três dias depois de homicídio, um veículo Land Rover, pertencente à vítima, foi furtado. O fato levou as investigações a serem desenvolvidas em conjunto com a Delegacia de Roubos e Furtos de Barra do Garças, que num esforço integrado, tiveram informações do paradeiro do veículo e das pessoas que, possivelmente, teriam negociado o carro com terceiros, a priori, sem relação com o crime de homicídio.

"Ao serem intimados, informaram quem foi a pessoa que teria subtraído o veículo da casa em que residia o italiano Alessandro Carrega. Tais informações levantadas até o presente momento foram aptas a gerar suspeitas em dois possíveis autores. Diante das informações levadas ao Ministério Público e Poder Judiciário foram expedidos dois mandados de prisão temporária”, completou o delegado.

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