25/06/2022 às 17h35min - Atualizada em 25/06/2022 às 17h35min

Segundo envolvido em homicídio de interno de clínica de recuperação em Barra do Garças é condenado a 18 anos de prisão

O crime aconteceu em fevereiro de 2017. Em 2019, o primeiro acusado foi julgado e pegou 19 anos. Agora foi o julgamento do que era dono da clínica na época

Na foto, o interno Cláudio Sérgio de Andrade Lima, 42 anos, que foi morto enforcado por outro interno e o diretor da clínica de recuperação na época
O segundo acusado de envolvimento num homicídio, Carlos Leandro, foi julgado na sexta-feira (24/6) e condenado a 18 anos pelo crime cometido em fevereiro de 2017 numa clinica de recuperação contra dependência química no município de Barra do Garças-MT. Segundo apuração da Polícia Civil, Carlos Leandro, que era o dono da clinica, juntamente com o interno Felipe Alves teriam tirado a vida do também interno (paciente) Cláudio Sérgio de Andrade Lima, 42 anos, que era de Canarana-MT e que foi morto enforcado. 

O segundo envolvido que passou pelo Tribunal do Júri foi condenado pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Após as investigações realizadas pela 1ª Delegacia de Barra do Garças, foi apurado que duas pessoas praticaram o crime. Houve desmembramento dos processos, sendo que o primeiro envolvido, Felipe Alves, foi julgado em novembro de 2019 e condenado a 19 anos de reclusão.

A investigação foi conduzida pela equipe da 1ª Delegacia com apoio de policiais da Central de Flagrantes.

Caso

O corpo de Cláudio Sérgio de Andrade Lima, 42 anos, foi encontrado às margens do rio Araguaia, em Barra do Garças, no dia 27 de fevereiro de 2017. Ele veio de Canarana para fazer um tratamento contra dependência química na clínica Terapêutica Barra do Garças, que funcionava na saída para Araguaiana, na rodovia MT-100.

No dia 18 de fevereiro, Cláudio abandonou a clinica e não retornou para casa. O corpo foi localizado perto de uma antiga olaria, às margens do rio, já em estado de decomposição. Inicialmente aparentava ser morte natural.

Um irmão de Cláudio informou à polícia que, até então, a vítima era um homem tranquilo e trabalhador, mas se tornou dependente químico.

A Polícia Civil do município apurou que após fugir da clínica, a vítima foi localizada pelos autores do crime, o dono do local e um interno que também trabalhava na clínica. A vítima não quis retornar à clínica e os autores cometeram o homicídio, enforcando Cláudio. Depois, os dois autores levaram o corpo para uma área de mata às margens do Rio Araguaia, se dirigiram à delegacia e registraram um boletim informando a fuga do interno e que ele não havia sido localizado. 
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