06/05/2022 às 06h40min - Atualizada em 06/05/2022 às 06h40min

Filhas querem tirar mãe da herança; ela é acusada de matar o esposo

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G1 MT 
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As três filhas do empresário Toni Flor, morto em agosto de 2020, entraram com uma ação de exclusão da mãe, a empresária Ana Claudia Flor, como herdeira do marido. Ana confessou ter pago R$ 60 mil para mandar matar o marido. O crime aconteceu no dia 11 de agosto de 2020, no momento em que a vítima chegava a uma academia, no Bairro Jardim Santa Marta, em Cuiabá.

As meninas de 6, 9 e 11 anos buscam reconhecer que Ana Claudia Flor é indigna de receber herança e que seja excluída da sucessão, ou seja, que não receba nada da herança do empresário. A defesa de Ana Claudia afirma que as filhas moram com a avó materna, mas a avô paterna é quem entrou com a ação. O advogado afirma que o Código Civil prevê que sejam excluídos os autores e coautores de homicídio doloso da herança, mesmo que fosse "cônjuge, companheiro, ascendente ou descendente". Segundo a ação, Ana Cláudia Flor está desfazendo dos bens de Toni Flor. A mãe do empresário citou que uma casa do casal está a venda e afirmou que um carro do casal foi vendido por ela. No entanto, ela nega e diz que o veículo foi furtado no Rio de Janeiro, durante a festa de réveillon de 2021.

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Ré confessa[Empresária Ana Cláudia Flor, viúva do empresário Toni da Silva Flor, de 37 anos, assassinado em agosto de 2020, foi presa em Cuiabá. Ana Cláudia Flor confessou em depoimento à Justiça em 24 de fevereiro, que pagou R$ 60 mil para matar o marido.

Segundo a empresária, a encomenda do crime foi feita porque ela teria sido agredida pelo marido, nova versão apresentada do fato. Destacou que Toni teria feito ameaças a uma das filhas do casal. Então, a mulher procurou por Igor Espinosa e o contratou para executar o marido.

Ela afirmou ao juiz Flavio Miraglia Fernandes que encomendou o crime depois de uma briga, mas que depois se arrependeu. Porém, o marido foi executado. Depois do crime, Ana Cláudia Flor disse que passou a ser cobrada e fez o pagamento pelo crime em um posto de gasolina, em frente à Rodoviária de Cuiabá.

Para demonstrar que se arrependeu de ter praticado o crime, a mulher disse que ficou ao lado do marido quando ele ficou internado e depois da morte pediu os avanços das investigações. Segundo a mulher, quando o marido morreu ela sentiu alívio. Toni foi assassinado a tiros quando chegava à academia, no bairro Santa Marta, em Cuiabá. O suspeito estava em frente ao estabelecimento, de cabeça baixa, e perguntou pelo nome dele e, quando ele respondeu, foi baleado.

A vítima correu para o interior da academia, sendo socorrida e encaminhada para o Hospital Municipal de Cuiabá, com quatro ferimentos. Toni chegou ao hospital consciente, sendo encaminhado imediatamente para cirurgia, porém, não resistiu aos ferimentos e morreu dois dias depois.

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