Filha de diarista deixa hospital e é informada sobre morte da mãe

A menina estava internada no Pronto Socorro de VG após um acidente que matou a sua mãe

Por Midia News -

A filha de 5 anos da diarista Marcelene Lúcia da Silva Pereira recebeu alta do Pronto Socorro Municipal de Várzea Grande, no final da tarde de segunda-feira (18).

 

Ela estava internada na unidade desde o dia 8, após um acidente de carro na Avenida Filinto Muller, que matou a mãe e o motorista de aplicativo Igor Rafael Alves dos Santos Silva, de 22 anos.

 

Com uma perna engessada e suturas na cabeça e rosto, a menina se recupera gradativamente.

 

Segundo o irmão mais velho da diarista, Mauro Ricardo, a sobrinha “está bem, se alimentando, conversando e até brincando com as primas”.

 

A família aguardou recebê-la em casa para contar o que havia acontecido com a mãe. “Ela vai assimilar com o tempo”, afirmou Mauro.

 

O acidente

 

Igor e Marcelene morreram na hora, após o Toyota Etios em que estavam ser atingido por um Corolla em alta velocidade, que invadiu a pista. Tamanho foi o impacto da batida que mãe e filha foram arremessadas do carro.

 

O caso gerou comoção, além das mortes, pelas circunstâncias em que aconteceu.

 

O jovem Jeferson Nunes Veiga, de 23 anos, que estava no volante do Corolla, apresentava sinais de embriaguez quando foi preso e, segundo o delegado Christian Cabral, já tem histórico com várias violações no trânsito.

 

Amigos e familiares das vítimas, já realizaram homenagens e um protesto pedindo por justiça.

 

A prisão e a investigação

 

A Justiça determinou a prisão preventiva de Jeferson durante audiência de custódia realizada no dia 10. A decisão foi dada pelo juiz plantonista André Maurício Lopes Prioli, da 2ª Vara Cível de Várzea Grande.

 

Segundo Cabral, o caso ainda está sendo investigado, mas ele cita que Jeferson pode responder por homicídio doloso em virtude dos elementos que apontam que houve o dolo eventual [quando há intenção de matar].

 

Se isso acontecer, o jovem pode receber, ao invés de uma pena entre 5 a 6 anos de detenção, de 6 a 20 anos para cada uma das vítimas, de acordo com o código penal.

 

“O problema dele é um problema moral, um problema de respeito às normas de trânsito. Desde a adolescência, ele tem o hábito de infringir as normas de trânsito e gerar perigo aos demais usuários das vias. O álcool foi a cereja do bolo que levou a efetivação desse resultado gravíssimo”, disse o delegado.

 


FONTE: ARAGUAIA NOTÍCIA
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