25/02/2022 às 18h40min - Atualizada em 25/02/2022 às 18h40min

Polícia indicia pai e madrasta por morte de menino causada por infecção após chutes na barriga

Casal responde por homicídio qualificado por motivo fútil e emprego de meio cruel. Investigações apontaram que mulher agrediu a criança e homem não agiu para evitar o resultado.

G1 GO
ARAGUAIA NOTÍCIA
A Polícia Civil indiciou, nesta sexta-feira (25), pai e madrasta pela morte de Davi Luís Rodrigues Rosa, de 7 anos, em Goianésia, no centro de Goiás. As investigações apontaram que a mulher chutou o menino, causando uma perfuração no intestino dele que infeccionou e o levou à morte, enquanto o pai não agiu para impedir que tudo isso acontecesse.

O g1 não conseguiu descobrir quem é responsável pela defesa do casal, Vanária Rodrigues da Silva e André Luiz Santos Rosa, para pedir uma posição sobre o caso. Os dois indiciados estão presos desde o último dia 16, quando Davi morreu.

A delegada Ana Carolina Pedrotti, responsável pelo caso, indiciou os dois por homicídio qualificado por motivo fútil e emprego de meio cruel. De acordo com ela, as investigações apontaram que Davi era agredido há meses.

"Para causar uma laceração no intestino tem que ser uma batida muito forte, não foi um tapinha para corrigir. Foram chutes", destacou a delegada durante as investigações.

Investigação

A Polícia Civil apurou que Davi apanhou no dia 14 de fevereiro, assim que chegou da escola. Ele teria mentido para a madrasta e ela não teria gostado da situação. O menino passou mal durante toda a terça-feira sem conseguir sair da cama.
Madrasta Vanária Rodrigues e o pai do menino, André Luiz Rosa, indiciados pela morte do Davi — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Madrasta Vanária Rodrigues e o pai do menino, André Luiz Rosa, indiciados pela morte do Davi — Foto: Reprodução/TV Anhanguera



"O pai apenas perguntou se o filho queria ir a um hospital. A criança recusou e continuou de cama. Suspeitamos que o menino era agredido desde que foi morar com o pai", esclareceu a delegada.

O garoto foi levado pelo casal ao Hospital Municipal de Goianésia dois dias depois, em 16 de fevereiro, pois estaria passando mal. No entanto, a unidade informou que ele já chegou morto e por isso chamou policiais e o Instituto Médico Legal (IML).

A causa da morte foi apontada em laudo IML como uma uma infecção generalizada causada pelas agressões. O laudo também identificou lesão no fêmur e vários hematomas pelo corpo de Davi.
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