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16/12/2021 às 12h05min - Atualizada em 16/12/2021 às 12h05min

Estudante que teve corpo queimado durante experimento em escola passou por 4 cirurgias

Annelise Lopes Andrade, de 16 anos, sofreu queimaduras em acidente durante experimento em escola de Anápolis Goiás — Foto: Reprodução/TV Anhanguera
Michel Gomes e Bruno Mendes, g1 Goiás e TV Anhanguera
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A estudante Annelise Lopes Andrade, de 16 anos, que teve 60 % do corpo queimado durante um experimento em uma escola de Anápolis, a 55 km de Goiânia, responde bem ao tratamento, segundo Diolange Lopes Carneiro, mãe da adolescente. A mulher afirma que a filha passou por quatro cirurgias plásticas, mas já respira sem ajuda de aparelhos.

“Ela está tendo uma evolução muito grande, apesar do estado grave. Ela está recebendo bolsas de sangue por causa de uma anemia e está respondendo bem ao tratamento, ontem tentaram introduzir alimentação via oral e ela ‘conversa’ por movimentos”, conta a mãe.

O acidente aconteceu no último dia 30 de novembro, no Colégio Heli Alves, em Anápolis. Mas por conta da gravidade das queimaduras, a aluna foi transferida para uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Governador Otávio Lage (Hugol), na capital.

Em nota, o Hugol confirma que Annelise está na UTI da unidade, e relata que ela tem estado geral regular, está consciente e respirando espontaneamente.

Diolange relembra que a filha saiu da sedação na semana passada e pode ser transferida para a enfermaria nas próximas duas semanas, caso continue respondendo bem ao tratamento. Até lá, a cabelereira diz que tenta pensar no melhor e torcer pela recuperação de Annelise.

“Procuro ficar mais ocupada para distrair a cabeça, a gente fica muito abalada, estou fazendo acompanhamento com psicóloga e psiquiatra”, revela Diolange.[Diolange Lopes com a filha Annelise Lopes em Anápolis, Goiás — Foto: Reprodução/Instagram]Diolange Lopes com a filha Annelise Lopes em Anápolis, Goiás — Foto: Reprodução/Instagram

O caso

O acidente aconteceu no último dia 30 de novembro, no Colégio Heli Alves, em Anápolis. Mas por conta da gravidade das queimaduras, a aluna foi transferida para o Hugol.

Coordenador do colégio em que a explosão aconteceu, Marcos Gomes explicou que os alunos do 2º ano estavam com aulas remotas e pediram para ir à escola para gravar um experimento de física e química.

Segundo ele, os estudantes foram autorizados a usar uma sala para gravação, mas não avisaram que usariam álcool e nenhum professor ou monitor estava acompanhando a situação.

"Eles disseram que iriam gravar uma apresentação, mas não explicaram o que iriam fazer. Eles disseram que colocaram fogo ao álcool, mas que acharam que não tinha pego. Por isso, foram colocar mais [álcool] e houve essa explosão", detalhou o coordenador.

De acordo com a delegada Kênia Segantini, titular da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), o inquérito do caso deve ser finalizado e remetido ao Poder Judiciário na próxima terça-feira (21). Ela completa que as imagens da escola estão em poder da perícia.

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