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08/12/2021 às 10h19min - Atualizada em 08/12/2021 às 10h19min

DHPP cumpres mandados contra criminosos que executaram homem com problemas mentais que esfaqueou 'disciplina' de facção

Olhar Direto
Araguaia Notícia
A Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) cumpriu manhã desta terça-feira (07) dois mandados de busca e apreensão domiciliar relacionado à investigação da execução de Rogério Pinheiro de Paula, de 33 anos. O homem, que também possui problemas mentais, teve a morte decretada depois de esfaquear o ‘disciplina’ de uma facção criminosa durante uma sessão de espancamento, conhecida como ‘salve’

De acordo com informações da Polícia Civil, os envolvidos identificados também estão com mandados de prisão decretados por homicídio qualificado pelo motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima, porém não foram localizados e são considerados foragidos.  

O crime ocorreu no dia 18 de setembro no bairro Cohab São Gonçalo, em Cuiabá. De acordo com informações apuradas pela reportagem, Rogério teria sido vítima de um ‘salve’ no meio da rua. No entanto, o homem estava com um facão e acabou ferindo um dos membros da facção criminosa.

Depois disso, Rogério correu para casa de sua mãe, mas foi seguido pelos suspeitos que estavam em uma caminhonete Hilux. Os bandidos arrombaram o portão da residência, reviraram todo o imóvel e decretaram a morte de Rogério. Antes do esfaqueamento, a ordem seria para que ele fosse apenas espancado.

Na residência a vítima foi cruelmente executada com três disparos de arma de fogo em frente a sua mãe, que chegou a implorar para que os suspeitos não matassem seu filho.

Durante a execução, enquanto um dos suspeitos efetuava os três disparos que atingiram a vítima no abdômen, pescoço e cabeça, o outro filmava toda a ação criminosa. Após os fatos, os suspeitos fugiram do local em uma caminhonete Toyota Hilux.

Segundo o delegado responsável pelas investigações, Caio Fernando Alvares Albuquerque, o caso retrata mais um homicídio fruto do “tribunal do crime”, em que integrantes de uma organização criminosa julgam e decidem pela morte da vítima, pelo simples fato de entender que houve descumprimento de regras impostas.

“Após ser espancada com pedaços de pau, a vítima ainda foi perseguida até a casa da sua mãe e friamente executada com projeteis de arma de fogo. Como amostra do ‘prêmio’, o comparsa filma toda a ação em seu celular. Ao final, o executor se vangloriou do seu ato dizendo ‘já fiz o serviço’”, disse o delegado.

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