25/11/2021 às 07h03min - Atualizada em 25/11/2021 às 07h03min

TJ mantém prisão de policial civil que extorquia bandidos em MT

Investigador aposentado faria parte de uma organização composta por policiais civis e militares

Diego Frederici / Folha Max via ARAGUAIA NOTÍCIA 

A Segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça (TJMT) manteve a prisão do investigador aposentado da Polícia Judiciária Civil (PJC), Evanir Silva Costa, acusado de ser um dos líderes de uma suposta organização criminosa formada por policiais civis e militares de Mato Grosso. De acordo com uma denúncia do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), o banco extorquia e chantageava outros bandidos utilizando, inclusive, viaturas oficiais.

Os magistrados da Segunda Câmara Criminal seguiram por unanimidade o voto do desembargador Rui Ramos, relator de um habeas corpus que pedia a liberdade de Evanir Silva Costa. A sessão de julgamento ocorreu na manhã desta quarta-feira (24).

A defesa do investigador aposentado argumentou em linhas gerais que não havia provas suficientes para a manutenção da prisão do suspeito, ocorrida em junho de 2021. Em seu voto, o desembargador Rui Ramos citou que a garantia da ordem pública deveria ser prioridade neste momento processual, e que a prisão “é um mal necessário”.

RENEGADOS

A juíza da 7ª Vara Criminal do TJMT, Ana Cristina Silva Mendes, aceitou uma denúncia contra 25 policiais e ex-policiais, civis e militares, além de “apoiadores” e “informantes”, que fariam parte de uma organização criminosa que atuava na PJC de Mato Grosso. Os réus são acusados de concussão (receber ou exigir propina em razão do cargo que ocupam), roubo (com uso de arma de fogo, sob violência, mantendo as vítimas sob seu poder), além de “importar, produzir, transportar ou vender drogas”.

A decisão da juíza Ana Cristina Silva Mendes, publicada em 31 de maio de 2021, aponta ainda que a organização criminosa utilizou menores de idade para cometer os crimes. Tornaram-se réus Edilson Antônio da Silva, Alan Cantuário Rodrigues, Júlio Cesar de Proença, Paulo da Silva Brito, Rogério da Costa Ribeiro, André Luis Haack Kley, Frederico Eduardo de Oliveira Gruszczynski, Dhiego de Matos Ribas, Evanir Silva Costa, Raimundo Gonçalves Queiroz e Domingos Sávio Alberto de SantAna.

Ainda fariam parte da organização criminosa Reinaldo do Nascimento Lima, Natália Regina Assis da Silva, Manoel José de Campos, Jovanildo Augusto da Silva, Genivaldo de Souza Machado, Neliton João da Silva, Adilson de Jesus Pinto, João Martins de Castro, Delisflávio Cardoso Bezerra Da Silva, Sandro Victor Teixeira Silva, e Kelle de Arruda Santos, que também viraram réus no processo.

Segundo informações da decisão que aceitou a denúncia, a organização criminosa era dividida em quatro subgrupos - núcleo de integrantes da Polícia Judiciária Civil, núcleo de ex-integrantes da Polícia Judiciária Civil, núcleo de apoio aos integrantes e ex-Integrantes da Polícia Judiciária Civil e núcleo dos informantes. O MPMT revela que pelo menos 12 ações criminosas foram realizadas pelo grupo.
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