21/05/2014 às 14h57min - Atualizada em 21/05/2014 às 14h57min

Infraestrutura, energia elétrica e questão fundiária são demandas

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Um dos munícipios mais distantes da capital (1.116 km), Confresa abriu a sexta e última rodada do Pensar MT na terça-feira (20.05). Com apenas 22 anos de emancipação e conhecido pela forte tradição na pecuária, com um rebanho de aproximadamente 378 mil animais, o município começa a desenvolver a agricultura. A produção de soja na safra 2013/2014 chegou a 38 mil toneladas e a de milho atingiu 15 mil toneladas, segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). Indústrias também começam a chegar ao município, mas a infraestrutura precária, os problemas na distribuição de energia elétrica e na regularização fundiária ainda afastam novos investimentos.

O presidente do Sindicato Rural de Confresa, Ubirajara Meirelles Capuzzo, pontua que a região há tempos aguarda novos investimentos, mas a falta de infraestrutura acaba inibindo novos investidores. "Sem energia elétrica e infraestrutura não há desenvolvimento, não chegam as indústrias e não conseguimos escoar nossa produção. As estradas que cortam o município (BR-158, MT’s 430 e 432 estão em obras há anos e sem previsão de término. Temos todo o potencial para crescer, mas os governantes nos ignoram", desabafou Capuzzo.

O vice-diretor Administrativo e Financeiro da Famato, Fernando Tulha, destacou os problemas da região em relação à questões fundiária e indígena. "Este é um problema constante em nossa região. A maioria dos produtores enfrenta problemas de regularização fundiária ou vive na eminência de perder suas terras por conta de processos de novas demarcações de Terras Indígenas. Este é um ponto esquecido pelo governo, que abandonou a questão e a PEC 215 está há anos parada", disse Tulha. A PEC 215 transfere para o Congresso Nacional a competência para a demarcação de novas terras indígenas no Brasil, que atualmente é feita pela Fundação Nacional do Índio (Funai).

Para o produtor rural Veimar Benjamin, o governo precisa apoiar a verticalização da produção. "Falta uma política de atração de investimentos, não só em nossa região, mas em todo o Estado. A sensação que temos é que o governo não se interessa em atrair novos investimentos, que possibilitam a abertura de novos empregos e melhoria de renda para a população como um todo", acrescentou Benjamin.

Segundo o professor e jornalista Onofre Ribeiro, que participa desta rodada do Pensar MT, o projeto é uma contribuição inovadora. "Nos últimos 30 anos os governantes não fizeram planejamento de governo, assumem os mandatos sem nenhum conhecimento de como administrar um Estado e quem perde com isso é a população. O projeto é uma enorme contribuição do setor produtivo para planejar as ações do próximo mandato", destacou Ribeiro.

Pensar MT - O projeto é uma iniciativa do Fórum Agro MT, formado pelas entidades Famato, Aprosoja, Ampa, Acrimat, Acrismat e Aprosmat. Desde abril os municípios já visitados foram: Alta Floresta, Colíder, Marcelândia, Juína, Pontes e Lacerda, Cáceres, Cuiabá, Alto Araguaia, Sinop, Lucas do Rio Verde, Sorriso e Nova Mutum. Com as informações levantadas, as demandas serão transformadas em uma agenda positiva que será entregue aos futuros candidatos ao pleito eleitoral de 2014, independentemente de quem sejam os escolhidos. Parte da pesquisa é conduzida pela Fundação Dom Cabral (FDC).


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