06/11/2021 às 14h10min - Atualizada em 06/11/2021 às 14h10min

Após morar em rodoviária e ser doada, mulher busca mãe biológica

Vitória Lopes / Gazeta Digital via ARAGUAIA NOTÍCIA 

A dona de casa Neusa Fernandes procura pela mãe, Maria Flores Fernandes, há pelo menos 36 anos. Ela não tem contato com sua progenitora desde quando tinha por volta de 6 anos, quando foi doada para outra família, em Cuiabá. Neusa também busca por seu irmão, Valdemar.

Segundo relatou ao  , Neusa atualmente mora em Primavera do Leste (231 km ao sul de Cuiabá), onde se mudou há 15 anos. Sua mãe nasceu no dia 4 de novembro de 1959, então completou 62 na quinta-feira. Além disso, em sua certidão de casamento está registrada Maria Flores Fernandes, podendo ser esse o sobrenome do marido.

Maria Flores se casou com Leonildo – também chamado de Nirdo – no dia 25 de setembro de 1982, em Nova Prata do Iguaçu (PR). Entretanto, há mais de 30 anos, veio para Mato Grosso, morando primeiro em Sorriso após trabalhar por dois anos com a família Fernandes.

Em seguida, Maria Flores foi para Peixoto de Azevedo, para trabalhar em uma fazenda. Nessa época, já tinha 4 filhos: Valdecir, Valdemar, Cleuza, Neusa e Salatiel, que foi adotado.

Ao se separar, veio para Cuiabá, mas apenas com ela e Valdemar. Contudo, enfrentou muitas dificuldades financeiras na capital mato-grossense.

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Ela e seu irmão, Valdemar, que na época tinha 4 anos, passaram um tempo vivendo na Rodoviária de Cuiabá. “Ficamos uma temporada na rodoviária. Dormíamos lá, comíamos o que os outros davam, brincando solto lá, sem ninguém cuidar da gente. Até que um dia fomos pedir lanche e tinha um homem que queria levar a gente, mas disse que não ia levar meu irmão, só eu”, lembra.

Os dois então “fugiram” e acabaram encontrando a mãe em um hotel, em frente da rodoviária. Essa foi a última vez que Neusa viu sua mãe, pois ela a entregou para uma família em seguida.

“Ela deixou a gente nesse hotel e saiu, disse que anunciou no rádio que quem queria uma menina, ela estava dando. E essa dona ficou comigo”, disse. Neusa viveu com a família adotiva até os 14 anos.

Seus outros irmãos também ficaram “espalhados”. Entretanto, ela reencontrou a maioria deles. Cleuza, coincidentemente, ela reconheceu em uma escola de Cuiabá.

Ela encontrou o irmão mais velho e caçula nos dias 8 e 16 de setembro. Foi por meio de divulgação na internet que o reencontro aconteceu. Já o seu pai, Neusa descobriu que ele faleceu em 2009, casou-se novamente e tinha mais filhos.

Quem tiver informações sobre a mãe de Neusa, pode entrar em contato pelo telefone (66) 99604-8244.
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