Alyne Braga e Guilherme Rodrigues, TV Anhanguera e g1 Goiás O homem suspeito de colocar fogo no corpo da ex-mulher e abandoná-la às margens da GO-504, em Catalão, no sudoeste de Goiás, se entregou à polícia na tarde desta quinta-feira (21). Robson Martins, de 29 anos, é apontado como principal suspeito do crime e era, até então, considerado foragido. A ex dele, Milena dos Santos, de 24 anos, segue internada em estado grave, conforme informou a família.
De acordo com a delegada Alessandra Castro, que investiga o caso, o suspeito compareceu à delegacia na companhia de um advogado e confessou o crime alegando ciúmes. Ele disse ainda que não havia fugido da cidade e que estava escondido em construções abandonadas desde o dia do crime.
O g1 não conseguiu o contato da defesa dele para que se posicionasse até a última atualização desta reportagem.
Após o depoimento, ele foi encaminhado para realizar exames de corpo de delito e, em seguida, vai ser levado para o presídio da cidade. Ele deve responder pelo crime de tentativa de feminicídio.
Crime O caso aconteceu na manhã do dia 13 de outubro. Um vídeo mostra o ex-namorado abordando a jovem, ela tenta sair, mas ele insiste para que ela o acompanhe, em seguida, a jovem sai na companhia do suspeito. Minutos depois, o carro dele passa pela rodovia, no sentido onde ocorreram as agressões e que ela foi encontrada (veja acima).
Ao ser localizada por um motorista que passava pelo local, a jovem foi encaminhada para uma unidade de saúde da cidade e transferida no dia seguinte para o Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), em Goiânia.
A unidade informou no dia em que a jovem deu entrada que ela teve politraumatismos e queimaduras de 2º e 3º graus pelo corpo.
Relacionamento conturbado A delegada contou ainda que conseguiu conversar com Milena dos Santos antes da transferência hospitalar para a capital. A investigadora disse que a jovem viveu um relacionamento conturbado com o ex-namorado por um período de quatro anos e que tentava terminar o namoro há cerca de dois meses.
A mãe da jovem, Rosário Rocha, disse que o suspeito vivia ameaçando a filha dela, inclusive em colocar fogo em seus pertences. Ela contou ainda que já havia acionado a polícia anteriormente, mas que, na ocasião, ele fugiu.