20/04/2014 às 16h26min - Atualizada em 20/04/2014 às 16h26min

Ninguém se candidata para presidir time de MT com dívida de R$ 1 milhão

Alexandre Alves
Olhar Direto

Praticamente ninguém, além do atual presidente Carlos Rufino, compareceu à assembleia para troca de diretoria do União Esporte Clube, que estava marcada para esta quarta-feira à noite, no Centro de Treinamento do Jardim Iguaçu, em Rondonópolis.

Com dívidas trabalhistas e com fornecedores de aproximadamente R$ 1 milhão, parece que nenhum torcedor do Colorado rondonopolitano quer assumir o time mais tradicional da cidade. O clube está em crise há cerca de dois anos e o próprio Carlos Rufino já havia ameaçado entregar o cargo por falta de apoio do empresariado local.

“Tentamos conversar com algumas pessoas, mas a situação do União é difícil. Para mim não tem mais condições de continuar a frente do clube, agora o que vamos fazer é convocar novamente outra assembleia e torcer para que uma chapa se inscreva para tomar frente da direção do União, com um projeto sério e com credibilidade”, disse Carlos Rufino, ao Futebol MT.

A crise no clube está tão feia que, durante o Campeonato Mato-grossense de 2014, os jogadores ameaçaram fazer greve por conta de salários atrasados. O dinheiro dos patrocínios ficou retido na Justiça do Trabalho, por conta de ações trabalhistas oriundas de atletas que passaram pelo clube.

O União foi eliminado no estadual pelo Operário, nas quartas de final, em meados de março, e até então muitos jogadores não haviam recebido os vencimentos de fevereiro e alguns até de janeiro. Houve casos de jogadores dispensados sem receber salários atrasados e voltaram para suas cidades de origem com os bolsos vazios.

O presidente Rufino também põe parcela da culpa da dívida milionária do clube no “calote” dado pelo governo do Estado, que não repassou verba de participação na última edição da Copa Mato Grosso – quando o União foi vice e o Rondonópolis campeão. Na época, o governo alegou que o Ministério Público Estadual emitiu um parecer sugerindo que não transferisse os recursos, na ordem de R$ 2 milhões – que seria distribuído entre os times participantes. União e REC ficariam com as maiores fatias, por terem chegado às finais.


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