28/07/2021 às 17h19min - Atualizada em 28/07/2021 às 17h19min

Juiz diz que apresentação espontânea não é suficiente e mantém prisão contra jovem acusado de torturar a ex

Olhar Direto
Araguaia Notícia
O juiz Roger Augusto Bim Donega, da Segunda Vara Criminal de Primavera do Leste, manteve prisão preventiva decretada em face de Jhonathan Galbiatti Mira, acusado de torturar a ex-namorada.
 
A defesa do acusado argumentou que o suspeito se apresentou perante a autoridade policial da cidade de Primavera do Leste, em 12 de julho de 2021, o que evidenciaria a vontade em colaborar com a elucidação dos fatos. A apresentação correu quase dois meses após expedição do mandado.
 
Sua liberdade, segundo os advogados, não colocaria em risco a ordem pública, “notadamente diante de seu arrependimento e da ausência de contemporaneidade entre a data das ameaças e a data dos fatos, bem como diante da desnecessidade da prisão cautelar, por inexistirem provas de que o paciente voltaria a repetir a conduta criminosa”.
 
Ciente da apresentação, o desembargador Rondon Bassil, relator do pedido de liberdade no Tribunal de Justiça, proferiu despacho determinando a retirada do feito da pauta de julgamento do dia 14 de julho de 2021, com a remessa dos autos ao Juízo de origem, para que, no prazo de 48 horas, procedesse nova análise acerca da necessidade da prisão.
 
Em 19 de julho o juiz Roger Augusto Bim Donega, da Segunda Vara Criminal de Primavera do Leste, proferiu nova decisão mantendo a prisão preventiva, notadamente por persistirem os mesmos fatos que embasaram originariamente o decreto cautelar, destacando que “a apresentação espontânea, após permanecer meses foragido e a juntada de novos documentos, não autoriza, por si só, a revogação da medida coercitiva, se existem, como no caso em testilha, outros elementos que o legitimam”.
 
O caso

A vítima manteve relacionamento com Jhonathan por aproximadamente seis anos, mas estava separada. Há relatos de sérias alterações, agressões verbais e vias de fato durante o relacionamento.
 
Em um último encontro, no dia 19 de maio, o ex-namorado preparou um jantar em sua casa e serviu vinho. Em determinando momento, o agressor exigiu que a vítima lhe fornecesse a senha de seu aparelho celular.
 
A medida em que ia verificando as mensagens, Jhonathan Galbiatti agredia fisicamente a vítima com socos e tapas, ato que foi qualificado como sessão de tortura. Processo relata sangramento pelas orelhas e perda de consciência.
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