26/07/2021 às 16h17min - Atualizada em 26/07/2021 às 16h17min

Polícia indicia viúva e ex-mulher de Lázaro Barbosa por ajudá-lo na fuga, em Águas Lindas de Goiás

A mãe da ex- mulher dele também foi responsabilizada por favorecê-lo na fuga. Fugitivo foi morto após buscas que duraram 20 dias com participação de força-tarefa com mais de 270 policiais.

G1 GO
Araguaia Notícia

A Polícia Civil indiciou a viúva e a ex-mulher Lázaro Barbosa por ajudá-lo na fuga, em Águas Lindas de Goiás, no Entorno do Distrito Federal. A mãe da ex-mulher também foi responsabilizada por favorecer o criminoso. As investigações concluíram que as três tiveram contato com o fugitivo dias antes dele ser encontrado pela corporação e que não o denunciaram.

O inquérito policial diz que, durante a fuga, Lázaro foi ao encontro da ex-mulher Luana Cristina Evangelista, de 30 anos, e ex-sogra Isabel Evangelista de Sousa, de 65 anos, em busca de auxílio. Inicialmente, as duas negaram aos agentes que tinham visto o criminoso, mas depois disseram que ele compareceu na residência para deixar R$ 300.

O G1 não conseguiu localizar a defesa das acusadas para que se posicionasse até a última atualização desta reportagem.

O documento mostra ainda que, no dia 27 de junho, horas antes de ser morto em confronto a polícia, Lázaro recebeu ajuda para fugir por meio de contatos telefônicos da viúva Ellen Vieira da Silva, de 20 anos. Ellen é mãe da filha mais nova dele, de 2 anos.

Conforme inquérito, Lázaro teria usado o celular da ex-mulher para ligar para a viúva no dia anterior ao confronto. Eles passaram a madrugada trocando mensagens antes do cerco final.

De acordo com as investigações, Ellen apagou quase todas as mensagens. Conforme a força-tarefa, sobrou apenas uma, que foi enviada às 5h44: “Ainda bem”.

Após isso, por volta de 7h, Lázaro tentou ligar cinco vezes para esposa em um intervalo de cinco minutos, em seguida, foi morto pela polícia, conforme a corporação.

Lázaro teria passado a noite que antecedeu trocando mensagens com Ellen — Foto: Reprodução/Fantástico

Consta que, no dia anterior à morte, agentes da Polícia Civil foram à casa de Isabel e Luana, por volta das 19h, para verificar se elas teriam alguma informação sobre o paradeiro do criminoso. As duas informaram aos policiais “que não sabiam do paradeiro de Lázaro, pois não tinham visto o criminoso há muito tempo”, conforme inquérito.

Após isso, os policiais voltaram à base de operações. No entanto, 1h30 depois, as equipes receberam uma nova denúncia de que o fugitivo estaria na região em que elas moravam. Os agentes voltaram à residência das duas para questioná-las.

Segundo documento, durante a segunda visita da corporação, as duas disseram que Lázaro havia comparecido à residência para entregar R$ 300 em espécie e que tinha usado o celular de Luana para ligar à viúva. Ao serem questionadas de o porquê de não acionarem a corporação. As duas responderam que “haviam se esquecido”.

Momentos depois, a corporação avistou um homem com as mesmas características descritas por denunciantes, correram ao local, mas o sujeito fugiu para o mato. Câmeras de segurança filmaram ele.

Consta no inquérito ainda que vários moradores fizeram denúncias alegando terem visto Lázaro nas proximidades da casa delas, inclusive, entrando e saindo do local dias antes de ser morto.

As três foram indiciadas pelo crime previsto no artigo 348 do Código Penal, que qualifica como crime o auxilio a suspeito para que fuja de ação policial. Se condenadas, podem pegar de um a seis meses de prisão e multa.

Aos 32 anos, Lázaro tinha uma extensa ficha criminal, fugiu três vezes da prisão e era acusado de diversos crimes.As buscas que duraram 20 dias com a participação de uma força-tarefa com mais de 270 policiais.

Baleado e morto

Segundo o boletim de ocorrências, foram disparados 125 tiros contra Lázaro, dos quais quase 40 o atingiram, segundo a Secretaria de Saúde de Águas Lindas de Goiás.

O secretário de Segurança Pública de Goiás, Rodney Miranda, afirmou que Lázaro Barbosa descarregou uma pistola contra os policiais ao ser encontrado na mata.

"Ele descarregou a pistola contra os policiais e não tivemos outra alternativa se não revidar", afirmou Rodney.


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