26/07/2021 às 11h53min - Atualizada em 26/07/2021 às 11h53min

Mauro afirma que posicionamento do Sintep não representa opinião de todos professores: “maioria quer voltar e vai estar nas salas”

Olhar Direto
Araguaia Notícia
O governador Mauro Mendes (DEM) criticou a postura do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT), que continua contrário ao retorno das aulas presenciais nas escolas estaduais em sistema híbrido. O democrata afirmou que o posicionamento da corporação é radical e não representa a opinião da maioria dos profissionais da educação.

A confirmação do início do sistema híbrido (que une elementos do ensino presencial e do online) a partir de 3 de agosto foi dada na manhã desta segunda-feira (26), após o Tribunal de Justiça (TJ-MT) derrubar trecho de lei estadual que condicionava o retorno das aulas presenciais à vacinação contra a Covid-19 de todos os profissionais da educação. A decisão foi duramente criticada pelo presidente do Sintep-MT, Valdeir Pereira, que anunciou a convocação de assembleia geral para decidir se a categoria irá realmente retornas para as salas.

Mauro ressaltou que tem visitado várias regiões do estado e que nestes locais tem recebido apoio dos profissionais da educação. “Descontentamento e oposição sempre tem, o sindicato faz um sindicalismo que perde o objetivo, com radicalismo sectário, sempre do contra. Tenho certeza que não é o que a maioria dos professores quer para nossa educação. Perguntei para os profissionais que encontrei e disseram prontos e ansiosos para estar em sala de aula. A maioria quer voltar e vai estar nas salas”.

“A gente respeita a representação, porém tenho andado bastante por Mato Grosso, na semana passada passei três dias no Araguaia, e até me impressionei com a quantidade de professores, diretores, dirigentes pedagógicos, que vinha ao meu encontro externando a satisfação e alegria de estarem vendo na educação algo que nunca sonharam. Até me emocionou alguns depoimentos de professoras que estavam se aposentando, pois passaram a vida inteira vendo a educação sem merecer a atenção que deveria. O que está acontecendo na rede está agradando a maioria”, completou.

Mauro, no entanto, evitou adiantar se o governo estadual irá cortar o ponto dos profissionais que não retornarem às salas de aula, antes da imunização contra a Covid-19. Afirmou que não gosta de falar sobre fatos que ainda não são uma realidade e que acredita na adesão da maioria dos servidores. “Se alguém não voltar, por algum motivo, vamos avaliar e tomar as medidas de acordo com a legislação”.

O secretário estadual de Educação (Seduc), Allan Porto, seguiu a mesma linha. Disse que antes de decidir pelo corte de ponto, por exemplo, é preciso iniciar o sistema híbrido. O gestor também reforçou que o retorno tem sido preparado por sete meses, por meio de debates com municípios, setores educacionais e Sintep.

“Precisaremos medir o tamanho da evasão dos estudantes. Vamos iniciar o processo, fazer o monitoramento e fazer a avaliação. Tenho certeza que os profissionais querem voltar. Temos conversado com várias pessoas e o entendimento que temos é este”, pontuou.
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