19/03/2021 às 11h43min - Atualizada em 19/03/2021 às 11h43min

Em carta, Mauro pede socorro e alerta Bolsonaro sobre falta de kit intubação

Andhressa Barboza e Patrícia Sanches / RD News
ARAGUAIA NOTÍCIA
Ao menos 11 medicamentos para sedação de pacientes que precisam de intubação podem faltar em todo o país nos próximos dias. É o que alertam 13 governadores, entre eles Mauro Mendes (DEM), em carta levada ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Eles pedem ajuda ao governo federal para que viabilize compras internacionais sob risco iminente de falta total em até 20 dias. 

“O Conselho tem alertado, em diversas oportunidades, no gabinete de crise do Ministério da Saúde, sobre irregularidades no abastecimento de medicamentos”Carta de governadoresO Brasil já registrou quase 288 mil mortes pela covid-19, sendo 6,6 mil em Mato Grosso que está com lotação de hospitais acima de 100% pela terceira semana. 

“De acordo com dados da última semana (7 a 13 de março do ano em curso), ao menos 11 medicamentos estão em falta ou em baixa cobertura (entre 0-20 dias) em mais de 10 estados, notadamente, a situação mais grave refere-se aos bloqueadores neuromusculares, que estão em falta ou em baixa cobertura (entre 0-20 dias) em pelo menos 18 estados”, diz trecho do documento.

O alerta veio a partir do acompanhamento Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS) que vem sendo realizado desde maio de 2020. Os governadores ainda lembram que não é primeira vez que o presidente é comunicado sobre irregularidades no abastecimento.

“Diante da atual conjuntura de grave crescimento do número de casos da doença registrados nas últimas semanas, faz-se necessário reiterar a preocupação relatada pelo referido Conselho, em diversas oportunidades, no gabinete de crise do Ministério da Saúde, sobre irregularidades no abastecimento do SUS com medicamentos bloqueadores neuromusculares, anestésicos e sedativos, utilizados na indução e manutenção de tratamento, por meio de Intubação Orotraqueal - IOT, em pacientes com Covid-19”, diz carta.

Além de Mauro, a carta é assinada ainda por Wellington Dias, do Piauí, Waldez Góes, do Amapá, Rui Costa, da Bahia, Camilo Santana, do Ceará, Renato Casagrande, do Espírito Santo, Flávio Dino, do Maranhão, Helder Barbalho, do Pará, João Azevedo, da Paraíba, Paulo Câmara, de Pernambuco, Fátima Bezerra, do Rio Grande do Norte, Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, e Belivaldo Chagas do Sergipe.


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