17/03/2021 às 14h22min - Atualizada em 17/03/2021 às 14h22min

Com vacinação lenta, Wellington Fagundes destaca a luta do Senado para agilizar imunização no Brasil

Relator da CTE do Senado, Wellington Fagundes ressaltou que a base do protocolo médico está no uso de produtos classificados como ineficazes

Edilson Castro / Assessoria WF
ARAGUAIA NOTÍCIA
Waldemir Barreto/Agência Senado
A Comissão Especial do Senado criada para acompanhar as ações de enfrentamento à Covid-19, aprovou nesta quarta-feira, 17, requerimento para realização de audiência pública para discutir os protocolos que estão sendo utilizados no tratamento da Codiv-19 no Brasil. A medida se deve até pela lentidão do processo de vacinação.  Além de especialistas, deve ser chamado também o Conselho Federal de Medicina.
 
 Atualmente, segundo o senador Wellington Fagundes (PL-MT) autor do requerimento,  “cada cidade, cada região, cada médico pode criar o seu protocolo próprio”. Fagundes é o relator da Comissão Especial da Covid-19 e ressaltou que a base do protocolo médico está no uso de produtos classificados como ineficazes.
 
Segundo o senador mato-grossense, esse assunto é “extremamente importante” porque o Brasil, segundo ele, “está gastando muito dinheiro” com essas aquisições: “O Ministério da Saúde está gastando esse dinheiro para jogar fora?” – ele questionou, ao ressaltar que pairam nessa questão acusações de que, inclusive, os medicamentos utilizados no tratamento estariam matando pessoas.
 
Médico, o senador Otto Alencar (PSD-BA) reforçou o pedido pela aprovação do requerimento e realização de debates na Comissão sobre o assunto. Para ele, a utilização de medicamentos de forma desordenada, sobretudo da hidroxicloroquina, “é de uma gravidade” e que “pode levar a óbito". Ele citou caso  de um médico na Bahia, que sofria de arritmia cardíaca, e que veio a falecer com o uso do medicamento. “Quem toma a hidroxicloroquina tem uma piora muito grande, aumenta o espaço dos batimentos cardíacos” – ensinou.
 
A senadora Zenaide Maia (PROS-RN) disse que o uso do "kit covid", composto por fármacos sem eficácia comprovada para o tratamento da doença, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), tem causado consequências graves em seu estado. Ela ressaltou que o uso da Ivermectina e da Azitromicina precocemente foi tão grande que o Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte mostrou que 90% dos pacientes que estão em estado grave tomaram a Ivermectina.
 
Vacinas e oxigênio

Em data ainda a ser definida, a Comissão Especial da Covid-19 do Senado aprovou reunião também com os presidentes do Instituto Butantan, Dimas Covas, e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Nísia Trindade. O objetivo é debater a produção brasileira de vacinas. “A informação do Butantan é que, até agosto, poderá oferecer em torno de 100 milhões da CoronaVac ao povo brasileiro. Tenho acompanhado aqui no meu estado, como médico, quanto a esta variante que está se espalhando pelo país” – disse Otto Alencar.
 
A pedido do presidente da comissão, Confúcio Moura (MDB-RO), e do senador Styvenson Valentim (Podemos-RN), também será realizada uma audiência pública para debater a crise no fornecimento de oxigênio, que já atinge diversos estados. No requerimento, Styvenson afirma que o poder público precisa priorizar essa questão, diante de um quadro que pode se complicar.
 
Novo ministro
 
O presidente da comissão, senador Confúcio Moura (MDB-RO), informou aos senadores que está sendo negociada a vinda do novo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga,  que deve tomar posse esta semana, para debater as ações de combate à covid-19. Há um pré-agendamento, ainda não confirmado, para seu comparecimento ao Senado na quinta-feira da próxima semana (25).
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