16/03/2021 às 19h40min - Atualizada em 16/03/2021 às 19h40min

Estudante de medicina é suspeito de dar golpes de mais de R$ 200 mil ao fazer falsa validação de diplomas para servidores

Vítimas de Caldas Novas conheceram suspeito enquanto faziam mestrado no Paraguai. Lá, ele ofereceu a validação dos diplomas para o Brasil por R$ 15 mil, cada. Após investigação, polícia comprovou que documentos são falsos.

G1 GO
Araguaia Notícia
Um estudante de medicina de 33 anos é suspeito de aplicar golpes, que ultrapassam R$ 200 mil, ao fazer a falsa validação de diplomas para servidores de Caldas Novas, na região sul de Goiás. Segundo a polícia, as vítimas conheceram o suspeito enquanto faziam um mestrado no Paraguai, onde ele se ofereceu para fazer o procedimento. Após investigação, a polícia comprovou que os documentos são falsos.

O G1 não conseguiu localizar a defesa do suspeito, pois o nome dele não foi divulgado pela Polícia Civil. Em depoimento ao delegado, o suspeito confessou o crime.

O inquérito policial foi concluído na última terça-feira (9). Segundo o delegado Rogério Moreira, da Delegacia de Polícia de Caldas Novas, ao menos 15 pessoas procuraram a delegacia para denunciar que foram lesadas pelo homem. Cada uma disse que pagou R$ 15 mil ao suspeito.

“É um curso legal no Paraguai, mas que não tem validade no Brasil. O que esse suspeito oferecia era essa validação. Elas precisavam convalidar os referidos cursos em território nacional. Ele fazia contato com essas vítimas, recebia os valores na sua conta pessoal e entregava o diploma falso”, disse o delegado.

Segundo o delegado, os crimes aconteceram em 2019, no Paraguai. Na época, o estudante cursava medicina no país vizinho e foi quando conheceu as pessoas que o denunciaram. O suspeito, então, prometeu que faria a convalidação dos diplomas no Brasil.

Após receber dezenas de denúncias no ano passado, a Polícia Civil de Caldas Novas iniciou uma investigação, que comprovou a fraude. Conforme o investigador, as próprias universidades onde as vítimas realizaram os mestrados negaram as emissões dos documentos e disseram que não têm autorização para validar certificados no Brasil.

As vítimas, segundo o delegado, são servidores municipais e estaduais das áreas da saúde e da educação de Caldas Novas. Elas pagaram pela certificação, pois, alegaram que, caso o diploma fosse convalidado, poderiam conseguir uma gratificação salarial.

Segundo o delegado, após tomar ciência da investigação, o suspeito, que atualmente cursa medicina na Bahia, se apresentou espontaneamente na delegacia no final do ano passado, quando confessou o crime.

Com a conclusão do inquérito, o estudante foi indiciado por estelionato e falsificação de documento público. Os autos foram encaminhados ao Poder Judiciário e, se ele for condenado, poderá cumprir pena de até 5 anos de prisão.
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