14/03/2021 às 18h29min - Atualizada em 14/03/2021 às 18h29min

Homem mata namorado para roubar caminhonete e presentear ex-mulher

Repórter MT
ARAGUAIA NOTÍCIA
O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), da Delegacia de Polícia de Sorriso (município de 420 km Cuiabá), ao fim do inquérito que investiga a execução de Vanderlei Mazutti, 36 anos, a facadas na noite do dia 22 de janeiro, descobriu que o assassino vivia ‘um caso’ com a vítima.

O acusado foi preso seis dias após o cadáver ser encontrado, período em que o assassino tentou ir até à delegacia para criar um álibi, mas acabou confessando o crime.

De acordo com o delegado José Getúlio Daniel, responsável pelas investigações, o acusado se envolveu ‘amorosamente’ com Vanderlei já com o propósito de executar a vítima e se apropriar da caminhonete do amante para entregar à ex-esposa.

Segundo as investigações, o assassino estaria tentando reatar o casamento e havia prometido um ‘carro’. A partir daí, o criminoso passou a se envolver com a vítima em um relacionamento homoafetivo ganhando a confiança de Vanderlei.

No entanto, antes do crime, os dois teriam tido uma briga, pois a vítima estaria comentando pela cidade que estava vivendo um relacionamento com amoroso, o que teria deixado o acusado extremamente nervoso pois, a informação atrapalharia a reconciliação com a ex-mulher.

No dia do crime, aproveitando da confiança que Vanderlei tinha, o amante foi com ele para uma região deserta na beira do Rio Teles Pires, sentido ao Pontal do Verde, onde os dois ficariam juntos.

Se aproveitando da intimidade e da distração de Vanderlei, o acusado sacou uma faca e conseguiu golpear a vítima algumas vezes, possivelmente, ainda dentro da caminhonete, já que havia vestígios de sangue no vidro lateral do motorista, no banco e no assoalho do carro.

Na estrada, onde o cadáver foi abandonado, também foram encontradas marcas de sangue e indícios de luta corporal.

Entenda o caso

O corpo de Vanderlei Mazutti foi encontrado na manhã do dia 23 de janeiro por pessoas que passavam pelo local. Ele estava sem camisa e com várias perfurações de faca pelo corpo.

No domingo, o autor do crime foi até a delegacia e contou que seu amigo foi até a sua casa na noite anterior, deixou a caminhonete com ele, pegou um cheque de R$ 20 mil, saiu e não deu mais notícias.

O delegado plantonista mostrou uma imagem do corpo de Vanderlei e o homem disse que era o seu amigo.
Logo depois, o acusado foi até a casa dos familiares de Vanderlei e entregou a caminhonete.

A família percebeu que o carro estava com marcas de sangue e que um dos vidros havia sido trocado. Então, acionaram a polícia e comunicaram os fatos.

Após perícia ficou constatado que o sangue era de Vanderlei.


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