11/03/2021 às 11h49min - Atualizada em 11/03/2021 às 11h49min

Banco do Brasil fecha agencias de Barra do Garças e Ribeirão Cascalheira no Araguaia

Barra do Garças que tinha duas agências perde a agência caçulinha da Gabriel Ferreira. Fica a agência da Ministro João Alberto mas agora sobrecarregada atendendo 5 cidades

Araguaia Notícia


Dentro do programa de restrutura do Banco do Brasil, a instituição está fechando várias agências no país. Na região do Araguaia, duas agências serão fechadas neste mês de março. Em Barra do Garças, a agência 7140-4 da avenida Gabriel Ferreira será desativada nesta sexta-feira (12/3) e as contas jurídicas serão repassadas a partir de segunda-feira para serem atendidas pela agência 0571-1 do BB da avenida Ministro João Alberto. E a outra agência que está sendo fechada no Araguaia fica na cidade de Ribeirão Cascalheira e neste caso o município ficará sem o Banco do Brasil.

A decisão de fechar essas agências está sendo classificada como um retrocesso para sociedade e funcionários da instituição, destaca o presidente do Sindicato dos Bancários do Médio Araguaia (Sinbama), Sebastião Soares. Ele explicou que o sindicato entrou com várias ações tentando impedir o fechamento destes bancos pois causa demissão e deslocamentos de funcionários sem contar que ainda afeta o atendimento da comunidade.

Outro aspecto que chama atenção é que a agência da Gabriel Ferreira tem aproximadamente 5 anos e foi construída pelo BB com uma previsão de ficar pelo menos 20 anos no lugar e agora o prédio será desocupado e devolvido aos proprietários provavelmente causando um prejuízo a instituição pública que construiu a edificação.  

Ficando apenas um agência do Banco do Brasil em Barra do Garças vai acumular o atendimento de cinco cidades na região: Barra do Garças, Pontal do Araguaia, Araguaiana, General Carneiro e ainda a cidade de Aragarças-GO.

No plano de reestruturação, estão sendo fechadas agencias nas base de Cuiabá e Sinop, no Nortão do Estado. O sindicato dos bancários teme que o banco esteja sendo preparado para no futuro ser privatizado que seria outro retrocesso ao país. “A restruturação do Banco do Brasil prevê a diminuição de caixas executivos, ou seja, diminuindo o atendimento presencial fato causará mais desemprego”, completou Sebastião Soares. O sindicalista entende que a sociedade deveria se manifestar contra essa atitude do banco porque causa reflexo na economia do município. "Eu acredito que a classe política e empresarial da cidade deveria se manifestar contrário ao que está sendo feito", finalizou. 

A agencia Gabriel Ferreira encerra suas atividades nesta sexta-feira e a partir de segunda-feira o atendimento será feito na agência da Ministro João Alberto.
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