25/09/2011 às 10h15min - Atualizada em 25/09/2011 às 10h15min

Advogado permanece solto, mas é indiciado por morte de prefeito

Olhar Direto
O Repórter do Araguaia

O advogado e ex-procurador da prefeitura de Novo Santo Antônio (1.200 km de Cuiabá), Acácio Alves de Souza, conseguiu revogar em definitivo o mandado de prisão contra ele no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ/MT), porém continua indiciado pela polícia como principal suspeito de ser o mandante da morte do prefeito Valdemir Antônio da Silva, o Quatro Olhos (PMDB), executado com três tiros dia 23 de julho.

A decisão tomada por três desembargadores de revogar o mandado de prisão contra Acácio dá a oportunidade do advogado responder em liberdade pelo crime de mando imputado a ele.

Apesar desta decisão, o delegado Williney Gomes confirmou ao Olhar Direto que essa posição da Justiça em nada muda as investigações e o advogado continua sendo o principal suspeito de ser o mandante do crime contra o prefeito de Novo Santo Antônio. “Isso não muda nada e o inquérito eu devo concluí-lo até o dia 30 deste mês”, adiantou Williney.

O delegado não quis adiantar nomes, mas confirmou o indiciamento de mais duas pessoas cuja identificação está sendo mantida sob sigilo. Além de Acácio apontado como mandante, estão presos e indiciados os executores do Quatro Olhos: Luciano Cavalcante de Oliveira e Alexandre Silveira Barbosa, que teriam recebido R$ 30 mil para matarem o peemedebista.

De acordo com inquérito, o crime teria sido planejado na chácara do advogado que se tornou desafeto do prefeito Quatro Olhos.

A decisão do TJ/MT em favor do advogado saiu dia 21 de setembro e o acórdão será divulgado na integrada dentro duas semanas. A defesa do ex-procurador é de Ulisses Rabaneda e Mauro Márcio Dias Cunha, que mais uma vez obtiveram sucesso na liberação definitiva de Acácio.

Dia 23 de setembro completaram dois meses do assassinato do prefeito Quatro Olhos. Outro prefeito assassinado em MT, foi o de Nova Canaã do Norte (700 km de Cuiabá) Antonio Luiz César de Castro, mais conhecido como Luizão.

A investigação sobre Luizão não houve muito avanço sobre executores e possíveis mandantes. Luizão participava de uma festa de confraternização quando foi surpreendido por um elemento que disparou cinco tiros contra ele.

Na esteira dos crimes nebulosos sem explicação em MT, está o assassinato do jornalista Auro Ida ocorrido dia 21 de julho. A polícia diz que não pode falar sobre o caso porque corre em sigilo de Justiça.
 


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