13/01/2021 às 11h10min - Atualizada em 13/01/2021 às 11h10min

Primeira dama exige demissão de presidente do Indea que assediou funcionária

Araguaia Notícia
A primeira-dama Virgínia Mendes cobrou que o marido, o governador Mauro Mendes (DEM), tome  as “devidas providências” em relação a acusação de assédio sexual por parte do presidente do Indea (Instituto de Defesa Agropecuária), Marcos Catão. No início desta semana, veio a tona boletim de ocorrência registrado por uma ex-servidora do órgão denunciando o assédio por parte do antigo chefe.

“Assim que tomei conhecimento em relação à denúncia de assédio sexual sofrida por uma jovem, ex-servidora do Indea-MT, por parte do presidente do órgão, imediatamente solicitei ao governador Mauro Mendes @mauromendesoficial que tomasse as devidas providências em relação ao caso”, escreveu Virgínia em suas redes sociais.

A primeira-dama lamentou o ocorrido e disse que fatos dessa natureza não serão aceitados na gestão do marido. “É lamentável que este tipo de caso de violência ainda ocorra nos ambientes de trabalho e não podemos nos calar, por isso me solidarizo com a vítima e reforço que durante a nossa gestão este tipo de situação não será tolerada e nem ficará impune”, colocou.

Virgínia pontuou que o combate a todo tipo de violência contra as mulheres é uma das premissas do Governo. “É preciso que todos atuem no combate à violência contra mulher. Só assim teremos uma sociedade onde homens e mulheres serão realmente tratados de forma igual e com direitos respeitados”.

A primeira-dama não é a primeira a cobrar providências com relação ao caso. Na segunda-feira (11), logo após a denúncia vir a tona, a deputada estadual Janaína Riva (MDB) também usou as redes sociais para cobrar a exoneração do cargo de presidente do Indea.

ASSÉDIO

Uma jovem de 19 anos, identificada como F.C.B.A, Marcos Catão, 49 anos, por assédio sexual. As importunações teriam ocorrido dentro das dependências do órgão.

Segundo ela, os assédios duraram quatro meses, até que ela pediu exoneração do cargo. No boletim de ocorrência, F.C.B.A relatou que após os três primeiros meses trabalhando a convite do acusado como sua assessora, começou a ser assediada.

A jovem tinha acesso a sala do presidente para repor garrafas de águas, levar café e até mesmo ajudá-lo a escolher sua refeição no cardápio. Pouco tempo depois, começou a notar que o homem estava se aproximando cada vez mais com suas "investidas". 

Em um determinado dia, ela entrou na sala para servir água ao assessorado quando foi surpreendida com o homem dizendo que ela não precisaria utilizar máscara para entrar no gabinete. Pouco depois, ele teria começado a massagear o pênis por cima da calça e fazer diversos gestos obscenos. 

O caso tomou grande repercussão na imprensa na última segunda (11) quando o caso veio a tona. Muitas pessoas se sensibilizaram como o caso, inclusive a Deputada Janaína Riva, que também usou suas redes sociais para relatar que teria pedido o exoneração do atual presidente do órgão, Marcos Catão. 

 

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