03/09/2011 às 09h38min - Atualizada em 03/09/2011 às 09h38min

Advogado é indiciado como suspeito de mandar matar prefeito em MT

Olhar Direto
O Repórter do Araguaia

O delegado de São Felix do Araguaia, Wiliney Santana Borges, indiciou nesta sexta-feira (2) o advogado Acácio Alves de Souza, 34 anos, como suspeito de mandar matar o prefeito de Novo Santo Antônio (1.063 km de Cuiabá) Valdemir Antônio da Silva (PMDB), em um crime ocorrido no dia 23 de julho. O advogado conseguiu revogar a prisão no Tribunal de Justiça alegando inocência e falta de provas contra a sua pessoa.

Acácio depôs nesta semana ao delegado Wiliney e pelo jeito não convenceu a polícia de que não tem envolvimento com a morte do prefeito. Segundo o delegado, um dos motivos do crime seria a desavença política entre advogado e prefeito, que era procurador da prefeitura e foi demitido após brigar com o gestor.

O nome do advogado foi citado por um dos pistoleiros apontados como responsáveis pela morte, que teria custado R$ 30 mil. O crime teria sido combinado na fazenda do acusado duas semanas antes da execução, segundo a namorada de um dos pistoleiros.

A desavença política de Acácio e prefeito teria se acirrado nos últimos anos quando o advogado perdeu o emprego e teria aderido o grupo de oposição ao peemedebista formado pelo atual prefeito Geraldo Freitas (PTB), que herdou o cargo e ex-prefeito João Mara, empossado como secretário de Saúde.

O advogado Ulisses Rabaneda, que defende o ex-procurador, mantém a tese que o seu cliente é inocente. Ele também contestou o fato de uma suposta animosidade entre eles ter motivado o crime.

Outras duas pessoas também foram ouvidas nesta semana pela polícia. Eles são suspeitos de colaborarem com o crime de forma indireta. Algumas diligências devem ser feitas antes da conclusão da investigação, conforme informou o delegado.

Os executores permanecem presos na cadeia de Nova Xavantina (651 km da capital).

Além de Valdemir, outro prefeito foi assassinado em MT no mesmo período. O prefeito de Nova Canaã do Norte (696 km da capital), Antônio Luiz Cezar de Castro (DEM), o Luizão, morto quando estava em uma festa realizada no município, no dia 6 de agosto. 


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