16/11/2020 às 17h40min - Atualizada em 16/11/2020 às 17h40min

Candidato a vereador alvo de operação da PF foi eleito suplente em Barra do Garças

TV Centro América
Ianara Garcia
Flavio Braga da Silva, o Hulk (MDB), era candidato a vereador e foi escolhido pela quadrilha do traficante Fernandinho Beira-Mar, segundo a investigações da Polícia Federal. — Foto: TV Globo

Candidatos são alvos de uma investigação com a suspeita de que a campanha deles teria sido financiada pelo crime organizado em Mato Grosso. Um deles, Flavio Braga da Silva, o Hulk (MDB), era candidato a vereador e foi escolhido pela quadrilha do traficante Fernandinho Beira-Mar, segundo a investigações da Polícia Federal. 

 

Ele foi eleito suplente nas eleições deste domingo (15) em Barra do Garças, a 516 km de Cuiabá. 

 

A organização criminosa suspeita de financiar candidatos políticos foi alvo de uma operação da Polícia Federal na semana passada em Barra do Garças. A PF apura ainda a suposta propagação de informações falsas sobre as eleições pelo grupo. 

 

Um dos alvos presos, Maria das Graças Vieira Fernandes, conhecida como Malévola, tentou destruir o celular dela enquanto os policiais cumpriam o mandado contra ela. Os advogados dos suspeitos não quiseram se pronunciar. 

 

“Nós trabalhamos no crime. Nós só temos três caminhos a seguir: a igreja, cadeia e cemitério. E eu não quero ir para nenhum dos três”, diz ela em uma conversa por áudio no celular. 

 

As investigações apontam que ela é uma das chefes da quadrilha em Barra do Garças. Em 2004 ela foi candidata a vereadora em nova Iguaçu, no Rio de Janeiro. 

 

Nos áudios enviados para os comparsas, ela diz que, caso ele seja eleito, ele poderá enfrentar a polícia e o poder público ajudando a quadrilha. 

 

Os membros da quadrilha ameaçaram moradores exigindo que eles votassem no Hulk. 

 

A operação 

 

As investigações da PF apontam que criminosos, por meio de aplicativos e redes sociais, escolhiam candidatos através de enquetes realizadas com os membros do grupo. Depois, ainda segundo a apuração, financiavam e patrocinavam a campanha eleitoral dos candidatos, e espalhavam mentiras sobre as eleições. 

 

Nessa prática identificada pela polícia, a intenção de lideranças criminosos seria a inserção de pessoas em posições estratégicas políticas, legislativas e executivas. 

 

Para isso, utilizavam-se de crimes de toda ordem, nomeadamente corrupção eleitoral, lavagem de capitais, falsidades eleitorais das mais diversas entre outros.

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