23/10/2020 às 10h02min - Atualizada em 23/10/2020 às 10h02min

Instituições debatem ações estratégicas para tornar Mato Grosso livre da febre aftosa sem vacinação

Sedec - MT
Governo de Mato Grosso
Noticia boa para o setor agropecuario, nesta manhã de sexta-feira (23/10), o governo de Mato Grosso publicou no site oficial, o reconhecimento nacional de uma região do estado de Mato Grosso como livre de febre aftosa sem vacinação. Mas outros desafios como o reconhecimento internacional pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), abertura de novos mercados, retirada da vacinação de outras partes do estado, melhoria da comercialização, precisam ser vencidos.

Atentos a essas necessidades, entidades que compõem o Programa Nacional de Vigilância para a Febre Aftosa em Mato Grosso (PNEFA/MT) promoveram na quinta-feira (22.10), no formato on-line, o 2º Fórum Estadual de Vigilância Contra a Febre Aftosa: caminho para tornar Mato Grosso livre sem vacinação.  

Na ocasião foram apresentadas as medidas necessárias que devem continuar sendo efetivadas para que todo o estado seja livre de febre aftosa sem vacinação. Uma delas é a implantação do sistema de compartilhamento de documentos do rebanho, garantindo mais agilidade, segurança, redução de custos para o estado e pecuaristas.

Outra é a busca pela retirada da vacinação com segurança no ano de 2022.
“A cadeia produtiva da carne é um dos pilares da economia de Mato Grosso. O Governo do Estado reconhece a importância de ser parceiro desse movimento. O Fórum mostrou que tudo está sendo feito com coerência a fim de cumprir os protocolos necessários do mercado nacional e internacional”, destacou Walter Valverde, secretário adjunto de Investimentos e Agronegócio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec).

Novas oportunidades para o mercado de carnes também foram amplamente debatidas durante o Fórum. Daniel Latorraca, superintendente do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) mostrou o crescimento da produção de Mato Grosso e da comercialização da proteína animal. “A certificação de livre de aftosa sem vacinação poderá ampliar venda da carne bovina para países como os Estados Unidos e o Japão e poderá também melhorar os preços do produto exportado. Mato Grosso está se preparando para isso no quesito produtivo e sanitário, trazendo mais oportunidades para atender novos mercados. A questão sanitária resolvida cria novas estratégias de demanda por carne”, informou.  

As questões sobre os riscos da reintrodução da febre aftosa e qual a situação dos países vizinhos (Bolívia, Paraguai, Peru e Venezuela) frente ao novo momento de concretização de zona livre de aftosa, foram apresentadas para os participantes do Fórum. De acordo com Alejandro Rivera, coordenador do Centro Pan-Americano de Febre Aftosa (Panaftosa), a não certificação de zona livre de febre aftosa diminui oportunidades de aumentar investimentos no rebanho e de fazer melhores comercializações.

“Se a região é livre de aftosa, não há necessidade de manter a vacinação. Se não tem risco, não precisa vacinar. Por que se não os compradores vão continuar considerando como se não fizesse bem feito as políticas sanitárias. Todos os países livres sem vacinação vão conseguir impor protocolos sanitários e o tratamento com os compradores é diferente. Se os riscos já foram mitigados, não há necessidade de manter a vacinação. Todos ganham com a eliminação da vacinação: governo, produtores, veterinários e sociedade”, ressaltou Alejandro.

O processo de transição de zonas livres de febre aftosa faz parte do PNEFA e do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (Suasa). Em Mato Grosso, o município de Rondolândia e partes de Aripuanã, Colniza, Comodoro e Juína são reconhecidos 

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