20/08/2011 às 19h05min - Atualizada em 20/08/2011 às 19h05min

TJ revoga prisão de advogado acusado de mandar matar prefeito

Olhar Direto
O Repórter do Araguaia

O advogado e ex-procurador da prefeitura de Novo Santo Antônio (1.200 km de Cuiabá), Acácio Alves de Souza, conseguiu revogar o mandado de prisão temporária contra ele junto ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso. A decisão é da juíza Graciema Ribeiro de Caravellas.

Os advogados de defesa, Ulisses Rabaneda e Mauro Márcio dias Cunha, ingressaram com um contramandado na noite de quinta-feira (18) e obtiveram sucesso na liberação de Acácio, que até então estava foragido da justiça. Ambos foram procurados pela reportagem do Olhar Direto, mas preferiram não se manifestar. A informação foi confirmada pelo delegado responsável pelo inquérito Williney Santana Borges, em entrevista na manhã desta sexta-feira (19).

Acácio teve a prisão decretada no dia 6 como suspeito de ter mandado matar o prefeito de Novo Santo Antônio, Valdemir Antônio da Silva, o Quatro Olhos (PMDB), dia 23 de julho, morto com três tiros à queima roupa. Segundo o delegado que fica em São Félix do Araguaia, ele foi informado pelo agente policial de Novo Santo Antônio e hoje pela manhã está se inteirando da decisão da juíza.

O acusado alegou ser réu primário, ter bons antecedentes, residência fixa e garante ter provas de que não tem envolvimento com o crime. O delegado ponderou que para Polícia Civil não muda nada e pretende intimar o acusado para prestar depoimento.
“Teoricamente ele deve se apresentar para depôr porque agora não corre risco de ser preso de imediato”, avaliou Williney.

O prefeito de Novo Santo Antônio, Geraldo Freitas (PTB), que esteve em Barra do Garças, nesta manhã já havia informado o fato. Mencionado como suspeito do crime por familiares de Quatro Olhos, Geraldo afirma que não tem nada haver com a morte do antecessor e que confia no trabalho da policia para desvendar o crime.

Na terça-feira, o juiz da comarca de São Felix do Araguaia, Marcos Antônio Canavarro dos Santos, que havia decretado a prisão do advogado Acácio, negou pedido de sua defesa que pretendia converter a prisão de temporária para domiciliar.

A prisão de Acácio foi decretada dia 6 de agosto após a prisão de dois elementos suspeitos de serem os autores do assassinado do prefeito. Um dos envolvidos declarou que foi contratado pelo advogado Acácio e que o crime foi combinado na chácara do ex-procurador duas semanas antes do ocorrido.

O advogado era procurador da prefeitura no início do mandato de Quatro Olhos, depois rompeu e passou para oposição. A seccional da OAB em MT chegou a pedir que o advogado se entregasse para esclarecer o episódio ameaçando-o de expulsão. 


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