24/08/2020 às 13h50min - Atualizada em 24/08/2020 às 13h50min

Maioria dos crimes de estelionato em MT são aplicados pelo WhatsApp

Segundo a Sesp, 4.306 pessoas caíram no golpe de estelionato em Mato Grosso no primeiro semestre deste ano. O número é 16% maior que no mesmo período de 2019, quando foram registradas 3.727 ocorrências.

G1 MT
ARAGUAIA NOTÍCIA
A maioria dos crimes de estelionato em Mato Grosso são aplicados pelo WhatsApp. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Segurança Pública (Sesp) de Mato Grosso nesta segunda-feira (24).

Segundo a Sesp, 4.306 pessoas caíram no golpe de estelionato em Mato Grosso no primeiro semestre deste ano. O número é 16% maior que no mesmo período de 2019, quando foram registradas 3.727 ocorrências.

No topo da lista dos registros estão clonagem de WhatsApp (23.9%), seguidos de uso indevido de dados pessoais (15,7%), boleto falso (10.7%), golpe por sites de comércio eletrônico (8,4%), venda simulada/produto não entregue (7,4%), golpe por redes sociais (6,6%), cartão clonado (6.6%), site falso (1,9%), golpe por contato telefônico - funcionário bancário (0.8%) e golpe do falso sequestro (0,4%), dentre outros.

Os dados são da Superintendência do Observatório da Violência da Sesp-MT e correspondem ao total de Boletins de Ocorrências (BO’s) registrados em todo o estado.

Providências

Diante do aumento nos casos de estelionato, o delegado titular da Gerência de Combate a Crimes de Alta Tecnologia (Gecat), Eduardo Botelho, disse que a pandemia da Covid-19 impulsionou este acréscimo, pois as pessoas deixaram de circular nas vias públicas e têm buscado mais atendimentos no mercado virtual.

Para Botelho, uma das medidas de prevenção é o comportamento mais cauteloso nas redes sociais.

Ainda segundo o delegado, as medidas que devem ser adotadas ao ser vítima de um golpe é procurar uma delegacia para registrar o Boletim de Ocorrência. Posteriormente, em caso de clonagem do WhatApp, acionar o aplicativo para bloqueio da conta e obter um novo chip. As penas para este tipo de crime variam de um a cinco anos de prisão, em caso de condenação.
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