23/11/2013 às 20h15min - Atualizada em 23/11/2013 às 20h15min

Com menos de R$ 11 mi para custeio, Polícia Civil “só aguenta” até abril, diz diretor-geral

araguaianoticia.com.br
Agência da Notícia

Com o orçamento estimado para o custeio da Polícia Judiciária Civil (PJC-MT), para 2014, “não conseguiremos passar do mês de abril, de tão pequeno é”.

A reclamação é diretor-geral da PJC, Anderson Aparecido dos Anjos, ao relatar que as demandas e compromissos da instituição em todo o Estado são crescentes e a previsão orçamentária, que ainda tramita na Assembleia Legislativa, não contempla a expectativa da Polícia Civil, que tem hoje em seus quadros cerca 6 mil servidores, entre delegados, investigadores e escrivães.

Conforme o diretor, a previsão total para a PJC é de cerca de R$ 280 milhões para o ano que vem, mas nesse montante estão incluídas despesas com folha de pagamento e contratos continuados, por exemplo.

“O custeio previsto é de 10 milhões e 500 mil e aí entram a verba indenizatória dos delegados de polícia, entra a questão de papel, de insumos, de reformas etc, e aí a gente não aguenta, desabafou Anderson dos Anjos.

Em função disso, o diretor da PJC, foi convidado pelo presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia, Walter Rabello (PSD), para participar de reunião no Parlamento, afim de achar uma saída que possa melhorar a previsão de custeia para a instituição.

“É um absurdo o que o governo está fazendo, ou seja, está priorizando tantas outras coisas, como Casamento Comunitário, gastando R$ 10 milhões em enxovais , como se noticiou recentemente e a Polícia Civil, tão mais importante para a sociedade, ter que se manter que tão poucos recursos”, criticou Rabello.

Inicialmente o pedido do diretor da PJC era de, no mínimo de R$ 24 milhões para o custeio do ano que vem, porém, nem a metade valor está contido na proposta orçamentária.

“Chegou no mês de abril não vai ter mais dinheiro para aguentar a polícia, porque é com esse dinheiro que a gente paga água, luz e taxas”, emendou o diretor.

HiperNoticias apurou que o montante previsto para custeio também servirá para arcar com outras despesas, como munições, diárias e cumprimento de mandados prisionais.

Outro entrave alegado por Anderson dos Anjos é quanto ao Núcleo Sistêmico do governo, cuja extinção é exigida pela maioria dos deputados que, já encaminharam essa posição ao governador.

“A Assembleia já fez a parte dela e no máximo até o fim do ano ele já estará extinto”, disse à reportagem o governado Silval Barbosa (PMDB).

É o Núcleo Sistêmico que centraliza toda programação financeira e administrativa das secretarias do governo, o que em muitos casos, retarda o desenvolvimento das ações de cada pasta.

“O Núcleo Sistêmico é o grande câncer desse Estado”, apontou o deputado Walter Rabello, acrescentando que todos os deputados, que são contra o núcleo, estão aguardando a posição do governador pela extinção dessa ferramenta, gerida pela Secretaria de Fazenda (Sefaz).

HiperNoticias tentou contato com o líder do governo na Assembleia, Jota Barreto (PR), para saber sobre o “baixo” valor do custeio para a PJC mas as chamadas caíram na caixa de mensagens e não foram retornadas até o fechamento desta reportagem. 


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