13/08/2020 às 16h04min - Atualizada em 13/08/2020 às 16h04min

Missão Xavante do presidente Bolsonaro continua a luta contra a Covid em Água Boa

Essa será a terceira e última etapa da missão designada pelo presidente da República para atender aos índios com a participação dos ministérios da Defesa e da Saúde

Ministério da Defesa
ARAGUAIA NOTÍCIA


Os ministérios da Saúde e da Defesa iniciaram, na segunda-feira (10/8), a terceira e última etapa da Missão Xavante para reforçar o combate à Covid-19 em comunidades indígenas da região Centro-Oeste. A missão conta com uma equipe de saúde multidisciplinar das Forças Armadas, enviada ao município de Barra do Garças, no estado de Mato Grosso e que já atendeu a comunidade xavante em São Marcos, Campinápolis, São Felix do Araguaia e nesta 3ª etapa atenderá a comunidade xavante do polo de Água Boa-MT.

Os 23 profissionais da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, oriundos de várias partes do País, ficarão alojados durante toda a semana no 58º Batalhão de Infantaria Motorizado, localizado no município de Aragarças, em Goiás, que será a base da missão. De lá, nos três primeiros dias, seguirão 240 km para atendimentos no Polo Base Sangradouro e na aldeia Meruri.

Nos três dias seguintes, irão para o Polo Base Água Boa, a 250 km de Aragarças, e realizarão atendimentos no entorno, nas Aldeias Caçula, Pimentel Barbosa e Tritopá. O transporte diário será feito por meio de helicópteros Jaguar e Cougar, do Exército.

Para essa terceira fase da Missão Xavante, o Ministério da Saúde enviou duas toneladas de suprimentos médicos, entre eles, equipamentos de proteção individual (EPIs), medicamentos e testes para Covid-19.

Missão humanitária

“Quando fiz o curso de saúde operacional foi com o intuito de participar de missões como a Operação Xavante. Então, acredito que estou no caminho certo! Vou de coração aberto e torço para que o meu melhor seja o suficiente para ajudar quem precisa”, disse a Tenente do Exército Carolina Garcia Rocha, do Comando de Operações Especiais, na capital goiana.

Movida por esse mesmo sentimento, a Tenente do Exército Maria Leticia Fernandes Oliveira, infectologista do Hospital Militar de Área de São Paulo, conta que participou da Missão Yanomami, em junho, em apoio os povos indígenas de Roraima.

Protocolos rígidos no embarque

Para participar da missão, todos os integrantes precisam apresentar o exame molecular de RT-PCR negativo, sendo que, a partir do momento da coleta, ficam em quarentena. Além disso, antes do embarque para as terras indígenas, são realizados testes rápidos imunológicos (IgM e IgG) e inspeção sanitária para comprovar a ausência de sinais e sintomas que possam sugerir a doença pelo novo patógeno.

Missão Xavante

Em função da extensa área de abrangência populacional e territorial, a missão Xavante de apoio às comunidades indígenas da região Centro-Oeste do País foi dividida em três fases. Na primeira etapa, foram realizados atendimentos em aldeias dos Polos Campinápolis e São Marcos, no período de 27 de julho a 1º de agosto. Na segunda, a missão seguiu para São Félix do Araguaia, Santa Terezinha e aldeias da região, como Fontoura e Santa Izabel, entre3 e 9 de agosto.

Ao todo, foram beneficiados mais de 12 mil indígenas durante a Missão Xavante. As populações atendidas são definidas de acordo com o estudo do perfil epidemiológico realizado pela Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), do Ministério da Saúde.

 

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