28/07/2020 às 11h48min - Atualizada em 28/07/2020 às 11h48min

Bolsonaro manda Forças Armadas com 3 toneladas de insumos para atender indígenas de Barra do Garças e região na luta contra o Covid

A estimativa é atender cerca de nove mil indígenas da etnia xavante, que vivem nas aldeias localizadas no entorno dos Polos Bases de São Marcos e Campinápolis.

G1 MT
ARAGUAIA NOTÍCIA
Uma operação militar é realizada desde segunda-feira (27) para levar atendimento médico e insumos para indígenas xavantes em Mato Grosso, como medida de combate à Covid-19 nas aldeias mato-grossenses.

De acordo com o Ministério da Defesa, a primeira fase da Missão Xavante vai até domingo (2).

A estimativa é atender cerca de nove mil indígenas da etnia xavante, que vivem nas aldeias localizadas no entorno dos Polos Bases de São Marcos e Campinápolis.

Os Polos fazem parte do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Xavante, situado em Barra do Garças, em Mato Grosso.

Para isso, estão sendo deslocados para a região 24 profissionais de saúde das Forças Armadas, oriundos de Hospitais e Organizações Militares de Curitiba (PR), do Rio de janeiro (RJ) e de Brasília (DF).

São médicos clínicos gerais, ginecologistas obstetras, infectologista, pediatras, enfermeiros e técnicos de enfermagem, que reforçarão o atendimento médico local realizado pelas Equipes Multidisciplinares de Saúde Indígena do DSEI Xavante.

Também, serão transportadas cerca de três toneladas de insumos de saúde. Na carga, medicamentos, Equipamentos de Proteção Individual (EPI) e testes para Covid-19 enviados pelo Ministério da Saúde, para abastecer a primeira fase da missão e os Polos Bases do Distrito.

A base da operação será em Aragarças (GO), onde está situado o 58º Batalhão de Infantaria Motorizado.

De lá, graças ao apoio aéreo de dois Helicópteros do Exército Brasileiro, os profissionais de saúde irão deslocar-se, diariamente, para os locais pré-estabelecidos pela coordenação da missão, conforme as necessidades demandadas na região e acordadas com as lideranças indígenas locais.

A operação deve se estender até o dia 16 de agosto com atendimento a outros povos e aldeias do estado.
O atendimento médico especializado que será prestado na ação evita o deslocamento dos indígenas para os grandes centros nessa época de pandemia.

Além disso, a realização dos testes rápidos para COVID-19 ajudará no diagnóstico da infecção causada pelo novo coronavírus nas Terras Indígenas da etnia Xavante.

Os indígenas receberão tratamento para os sintomas leves da doença e orientação sobre isolamento social e uso de EPI para o enfrentamento da pandemia.

A segurança das populações indígenas é condicionante básica para a missão. Dessa forma, são adotados protocolos rígidos de saúde.

Todos os integrantes da missão devem apresentar o exame molecular de RT-PCR negativo, sendo que, a partir do momento da coleta, os mesmos passam a ficar em quarentena.

Além disso, antes do embarque para as Terras Indígenas, são realizados testes rápidos imunológicos (IgM e IgG) e uma inspeção sanitária para comprovar a ausência de sinais e sintomas que possam sugerir a COVID-19.

Em função da extensa área de abrangência populacional e territorial, a missão Xavante de apoio às comunidades indígenas da região Centro-Oeste do País será dividida em três fases.

As próximas etapas estão previstas para acontecer de 3 a 9 de agosto, na área do Polo Base Sangradouro, e de 10 a 16 de agosto, no Polo Base Marãiwatséde do DSEI Xavante.
 
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