26/07/2020 às 21h11min - Atualizada em 26/07/2020 às 21h11min

Pizzaiolo que matou e queimou corpo de jovem em pizzaria é preso por ameaçar mulher e agredir pessoas em hospital de MT

Weber Melquis Venandes de Oliveira, de 30 anos, condenado a 17 anos de prisão por matar e queimar o corpo da jovem Katsuê Stéfane Santos Vieira, de 23 anos. Weber está solto desde 2017 quando passou a usar tornozeleira eletrônica.

G1 MT
ARAGUAIA NOTÍCIA
O pizzaiolo Weber Melquis Venandes de Oliveira, de 30 anos, condenado a 17 anos de prisão por matar e queimar o corpo da jovem Katsuê Stéfane Santos Vieira, de 23 anos, em fevereiro de 2012, foi preso novamente na sexta-feira (24) suspeito de ameaçar a atual mulher dele e de ter agredido quatro pessoas em um hospital na capital.

Weber está solto desde 2017 quando passou a usar tornozeleira eletrônica.

De acordo com a PM, o suspeito apareceu armado com uma faca no hospital onde a mulher dele trabalha, no bairro Santa Helena.

Ele teria feito ameaças contra funcionários e contra a mulher dele. Antes de a polícia chegar, Weber ainda agrediu quatro pessoas na frente do hospital com golpes de capacete.

A mulher dele afirmou à PM que ele tem ciúmes e confirmou que havia ameaçado o colega dela.

O suspeito foi preso no apartamento dele depois que a polícia teve que arrombar a porta. Ele foi levado à Central de Flagrantes de Cuiabá.

O crime

Katsuê foi morta a facadas e depois teve o corpo queimado no forno da pizzaria de propriedade do pai de Weber, no Bairro Barbado, na capital. Ela havia conhecido o pizzaiolo em uma boate, no Bairro Alvorada. Conforme a denúncia do Ministério Público Estadual (MPE), ambos teriam usado droga e consumido bebida alcoólica na companhia de outras jovens que se encontravam no local.

Ainda segundo o MPE, por volta de 5h, Weber e Katsue teriam deixado o local para comprarem mais droga e a jovem não foi mais vista. Durante o julgamento, Weber afirmou que quando conheceu a jovem sentiu vontade de matá-la e que, por isso, a chamou para usar drogas na pizzaria do pai dele. A vítima deixou dois filhos.

Na pizzaria onde trabalhava e onde o crime foi cometido, o rapaz teria se armado com uma faca e desferido três golpes contra a vítima, acetando a região do pescoço, o que fez com que a jovem “sangrasse profusamente, chegando a manchar diversas partes da pizzaria”. Na sequência, o réu queimou o corpo da jovem no forno e limpou o local, saindo em seguida.

“Após a vítima perder os sentidos, o denunciado atirou seu corpo no forma da pizzaria e acendeu o fogo. Enquanto Katsue queimava, num ato de extrema lucidez, o denunciado lavou o estabelecimento, demonstrando a sua intenção de não somente impossibilitar a identificação da vítima, como também, de apagar os vestígios do homicídio por ele praticado”, diz trecho da denúncia

Durante o julgamento, Weber confessou ter empurrado a vítima com uma pá para dentro do forno, colocado mais lenha e ligado o forno. Ele disse que fechou a porta do forno e, enquanto o corpo queimava, tentou lavar o chão, jogando o sangue para debaixo da porta, em direção à calçada - fato este que chamou a atenção de vizinhos, que acionaram a polícia.
 
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