18/07/2020 às 13h29min - Atualizada em 18/07/2020 às 13h29min

Sumiço de garoto autista em Barra do Garças completa 11 anos sem solução

Ronaldo Couto
ARAGUAIA NOTÍCIA


O sumiço de um garoto autista de 6 anos de idade, em Barra do Garças no Mato Grosso, completou dia 9 de junho 11 anos sem uma solução e se tornou um dos grandes desafios da polícia em Mato Grosso para desvendá-lo. Passados tanto tempo, ninguém sabe ao certo o que aconteceu com o pequeno John Lennon de Oliveira, que tinha 9 anos e sumiu quando estava sob os cuidados da casa de apoio Crisálida da prefeitura de Barra do Garças em 2009.
 
O sumiço do menino aconteceu numa manhã sem deixar nenhum vestígio.
 
Na época, policiais e bombeiros fizeram várias operações a procura do garoto no bairro onde funciona a casa de apoio e em cidades da região, mas sem sucesso. Várias hipóteses foram levantadas de que o menino teria sido sequestrado ou raptado até mesmo por pessoas interessadas em adoção ou até mesmo tráfico de órgãos humanos, mas tudo no campo das conjecturas. Porém nada se confirmou. Nenhuma pista foi deixada.

As monitoras contam que ele tomou café da manhã e foi brincar com os coleguinhas. Na hora do almoço, quando reuniram as demais crianças já não viram mais John Lennon. O desaparecimento ocorreu num espaço de três horas. Alguém entrou na casa e pegou o menino ou ele escapou e alguém conseguiu pegá-lo fora da casa. No bairro Recanto das Acácias, ninguém viu nada e nos fundos da Crisálida nada foi encontrado.  

O delegado regional na época Pedro Marcos Manzano admite que o caso se tornou um desafio para polícia. “Nós nunca paramos de acompanhar esse caso. Um dos delegados que atuou neste caso foi Adilson Gonçalves que promoveu várias diligencias e cumpriu até alguns mandados de busca e apreensão no sentido de elucidar o crime todavia sem sucesso.

Na ocasião foi cumprido mandado de busca e apreensão na residência de um suspeito, inclusive com realização de perícia. Quando chegou a notícia do desaparecimento foram realizadas buscas em diversos locais, com participação de todas as instituições, família da vítima, populares e uma equipe especializada do Exército Brasileiro. Também foi realizada diligência em Ribeirão Cascalheira para localizar uma pessoa que teve relacionamento com a mãe da vítima, tendo em vista que ele tinha afeição especial pela vítima.

O inquérito policial foi arquivado após manifestação do representante do Ministério Público. Diversos delegados de polícia trabalharam no caso.

Em virtude do desaparecimento de John Lennon, o Ministério Público Estadual (MPE) determinou que a prefeitura construísse muros e portões mais altos para evitar fugas ou invasões na instituição. Anteriormente a Crisálida era muito desprotegida apenas com muro de telas com vários buracos e com acesso para uma mata onde tem um córrego.

 
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