14/07/2020 às 13h45min - Atualizada em 14/07/2020 às 13h45min

Advogado relata detalhes sobre disparo que matou adolescente

Rodrigo Pouso afirma que não houve alteração na cena do crime e que famílias estão abaladas

Midia News
ARAGUAIA NOTÍCIA
O advogado Rodrigo Pouso Miranda, que faz a defesa da adolescente de 14 anos que atirou e matou a amiga, também de 14, na noite do domingo (12), afirmou que as garotas não brincavam com a arma e que não houve adulteração na cena da tragédia.

O crime ocorreu no condomínio Alphaville 1, em Cuiabá. A vítima morreu com um disparo na cabeça.

Em entrevista exclusiva ao MidiaNews, o advogado reforçou a tese de acidente, e que as duas garotas eram melhores amigas. 

 “Elas eram duas melhores amigas e aconteceu uma tragédia, um acidente fatal, que ninguém queria que acontecesse. Estão colocando coisas que não existem, falando que ela estava brincando com a arma, que havia ido mostrar para a amiga e que sumiram com a arma depois do tiro. Tudo isso não é verdade. Hoje ela vai prestar depoimento e eu tenho pleno conhecimento do que aconteceu”, disse.

Segundo ele, a sua cliente relatou como ocorreu o acidente. Tudo começou quando ela atendeu ao pedido do pai, o empresário Marcelo Cestari, para guardar um case, uma espécie de maletinha, com duas armas, no andar de cima da casa.

Ela estava no andar de baixo e a amiga vítima do disparo estava na parte de cima da casa, no banheiro de um dos quartos.

“Ela foi guardar a arma, que estava no case, e assim que subiu foi chamar a amiga, que estava no banheiro. Neste momento que ela entrou, entre o banheiro e o closet, a maleta caiu, abriu e a arma ficou para fora do case. Ela se abaixou, pegou a arma e, quando tentava colocá-la de volta, ela disparou. Essa é a única verdade que existe”, explicou.

“Ninguém está tentando esconder nada. Os pais vão responder pelo crimes que lhe cabem, conforme o Código Penal, e ela vai responder pelo Estatuto da Criança e do Adolescente pela forma que lhe cabe”.


Cena do crime


A arma que disparou é uma pistola da marca nacional Imbel, modelo MD 1, calibre 380, geralmente utilizada para a prática de tiro desportivo. 

O advogado reforçou que, em nenhum momento, a adolescente mudou a sua versão sobre os fatos.

"Ontem conversei longamente com ela, por horas, e ela sempre fez o mesmo relato. Além disso, ela pratica o esporte há quatro meses e sabe que não se pode brincar com armas, sabe dos cuidados e dos procedimentos de segurança. Aliás, toda a família, o pai, a mãe os três filhos praticam o tiro e sabem como são rígidas as normas de segurança", disse.

O advogado também disse que não houve nenhuma alteração no local da tragédia.

"A arma ficou exatamente no local onde tudo aconteceu. Ninguém tocou nela. O delegado viu a arma no local e aguardou a chegada da perícia. Portanto, não procede esse comentário de que a arma teria sumido", disse.


Famílias abaladas


Rodrigo Pouso Miranda afirmou que as famílias estão totalmente abaladas e que a adolescente está recebendo tratamento psicológico e medicação, como sedativos.

"Elas eram melhores amigas, de dormir juntas uma na casa da outra. Ela vai levar esse carma para o resto da vida. Foi uma tragédia", disse.

“Acima de tudo houve uma perda, a amiga dela faleceu. Tem que ter comoção, respeito com essas meninas de 14 anos, afinal perdeu-se uma vida. A família Cestari está extremamente abalada, assim como também a família da menina que faleceu. Então, tem que ter respeito”, afirmou.

O caso ainda segue sendo investigado e as testemunhas serão ouvidas no decorrer desta semana.

 




 
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