01/07/2020 às 10h10min - Atualizada em 01/07/2020 às 10h10min

Roberto Farias e Wellington Fagundes cobram apoio da ministra Damares para frear coronavírus nas aldeias indígenas

Ministra vai levar a questão pessoalmente ao presidente Jair Bolsonaro para evitar mais mortes nas aldeias da região do Araguaia

Secom c/ Assessoria
ARAGUAIA NOTÍCIA


A ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, assumiu durante videoconferência realizada na tarde dessa terça-feira (30), com o prefeito Roberto Farias e o senador Wellington Fagundes, o compromisso de atuar junto ao presidente Jair Bolsonaro e ao Comitê Nacional de Articulação das Ações de Enfrentamento ao Coronavírus para a definição de ações de combate a proliferação dos casos de Covid-19 nas aldeias indígenas Xavante em Barra do Garças e região.

Na videoconferência, o prefeito informou que a situação é dramática já que a cidade é referência para casos de média e alta complexidade e atende a uma população de 400 mil pessoas, incluindo os moradores de alguns municípios de Goiás que fazem divisa com Mato Grosso. Roberto Farias já tinha solicitado em outra reunião virtual, o apoio da bancada federal do Estado.

“Com 98% de ocupação dos leitos de UTI, o sistema de saúde de Barra do Garças está em colapso, agravado pelo alto índice de casos de indígenas contaminados pelo covid-19. Somente hoje (terça), foram três óbitos de indígenas e temos pelo menos 20 leitos de enfermarias ocupados por casos menos graves”, relata Roberto Farias.

A ministra Damares vai levar ao presidente Bolsonaro e ao Comitê as sugestões feitas pelo senador Wellington Fagundes e pelo prefeito de implantação de barreiras sanitárias, da criação de um hospital de campanha com 20 leitos e a presença do Exército para evitar o deslocamento dos indígenas, a entrada de brancos nas terras e se for necessário, até o lockdown (isolamento total) nas aldeias.



“Pedi essa interferência pessoal da ministra porque se trata de uma questão humanitária”, disse o senador. Segundo ele, o assunto também foi levado ao Ministério da Saúde, Funai e Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai). “Vou falar pessoalmente com o ministro-chefe da Casa Civil, Braga Neto, e o Ministério da Defesa também”, disse o senador.

Na região de Barra do Garças existem pelo menos 22 mil indígenas que buscam tratamento de saúde na cidade pelo fato de ser o principal polo do leste de Mato Grosso.
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