31/10/2013 às 15h32min - Atualizada em 31/10/2013 às 15h32min

Vereadores rejeitam requerimento que pedia investigação de prefeito afastado

Olhar Direto
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Mesmo com o plenário lotado e com a pressão popular pedindo a investigação do prefeito afastado de Aragarças, Aurélio Mendes (PSDB), os vereadores rejeitaram por 8 a 2 o pedido de abertura de comissão processante contra o tucano. A sessão foi realizada na noite de quarta-feira (29).

A decisão causou espanto porque se esperava que o legislativo também fosse investigar a denúncia de que o prefeito afastado participou ou se beneficiou do esquema de venda fraudulenta e superfaturada de medicamentos conforme o Ministério Público (MP-GO) que o denunciou com mais 14 prefeitos em Goiás. A maioria está afastada por medida cautelar.

Votaram contra a investigação os vereadores: Dudu Pacheco (PSDB); Regina Célia (PSC), Professor Wilson (PT do B), Walter Pueira (PRB), Osmar Resende (PC do B), Afanoil Parreira (PMDB), Marcivon (PPS) e Cleybe do Hospital (PSDC),

Foram favoráveis a comissão processante, os vereadores Bruna da Saúde (PT) e Dulcindo Duda (PDT). “Houve aqui uma decisão política vergonhosa de 8 vereadores que estão protegendo o prefeito afastado Aurélio e que estão fechando os olhos para as denúncias que foram colocadas até agora”, frisou o vereador Duda.

O vereador Dudu, ao usar a tribuna, tentou desviar o assunto sobre a situação de Aurélio dizendo que a cidade precisa continuar crescendo e tentou colocar o foco da discussão na administração do ex-prefeito Marcos Antônio, o Marcão.

A vereadora Bruna da Saúde chamou de vergonhosa a posição dos colegas ao defender o Aurélio e disse que o assunto em destaque é a prisão e investigação do tucano e não a administração de Marcão e classificou isso de desespero dos tucanos.

Mesmo com esforço dos vereadores em derrubar o pedido de comissão processante, o tucano Aurélio continua afastado do cargo por determinação judicial e foi denunciado pelo crime. Ele está na lista dos 15 prefeitos denunciados na primeira denúncia em Goiás com base na lei nº 12.850, de agosto de 2013, que define organização criminosa como qualquer esquema montado de quatro ou mais pessoas para obter benefícios escusos.

O desvio com compra fraudulenta de remédios pode ter causado um prejuízo de R$ 15 milhões. Em Aragarças, o valor desviado é em torno de R$ 646 mil.
 


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