13/06/2020 às 16h42min - Atualizada em 13/06/2020 às 16h42min

Família lamenta demora da perícia para liberar corpo de gerente de fazenda que caiu de cavalo

Foram 32 horas para então sepultá-lo e não tinha médico legista em Barra do Garças e nem na cidade de Água Boa para liberar o corpo no sábado de manhã

Araguaia Notícia
Faleceu na sexta-feira (12/6) numa fazenda em Torixoréu, a 51 km de Barra do Garças-MT, o gerente de fazenda Rui de Jesus Sales de 47 anos. Ele caiu de um cavalo quando campeava gado por volta das 15 horas de sexta, porém o corpo dele só foi encontrado já por volta das 23 horas do mesmo dia.

A enteada de Rui, Mayene Raira, conta que o gerente saiu para campear gado e colegas que foram fazer um serviço na fazenda por volta das 16 horas só encontraram o cavalo dele já sujo perto do curral. O gerente tinha desaparecido. Os homens começaram a trabalhar e perceberam que o cavalo estava com arreio sujo e mancando também.

Foi aí que eles desconfiaram que alguma coisa tinha acontecido e começaram a fazer buscas dentro da fazenda para achar o trabalhador rural. O corpo foi encontrado perto de um buraco de tatu onde se deduz que o cavalo caiu vindo a capotar e derrubou o gerente. Aliás, provavelmente o animal caiu em cima dele quebrando braço e até causando fratura no pescoço.

Depois de encontrar o corpo e avisar a polícia começou outro drama da família que foi justamente a presença da perícia. A família diz que só compareceu na fazenda por volta das 08 horas da manhã de sábado. O corpo ficou lá no mesmo lugar que foi encontrado durante a noite e madrugada no relento.

E só na manhã de sábado é que o corpo de Rui foi então levado para o Instituto Médico Legal (IML) de Barra do Garças e lá aumentou mais ainda o desespero da família pois não tinha médico legista para fazer a necropsia e liberar o cadaver e queriam levá-lo para Água Boa. Todavia, lá também não tinha médico legista no sábado deixando a família indignada com essa situação.

Como Rui era muito querido, quatro prefeitos da região tentaram ajudar. As prefeitas de Torixoréu, Inês Coelho e de Baliza, Fernanda Nolasco; e os prefeitos de Pontal do Araguaia, Gerson Rosa; e de Aragarças, José Elias. Eles pediram para agilizar a liberação do corpo e até sugeriram que a necropsia fosse feita em Aragarças, mas não foi possível pois o acidente de trabalho aconteceu em Torixoréu. 



Com muito custo o corpo passou pela necropsia já por volta da meia-noite de sábado (13/6) e foi sepultado na manhã de domingo. “O Rui sempre foi muito trabalhador estava há 13 anos na mesma fazenda e pra gente da família foi muito constrangedor ficar com o corpo retido e depois tanta dificuldade para enterrá-lo. Espero que essa situação não se repita com outra família”, disse Mayene Raira.

Situação semelhante a essa já aconteceu com um jovem de 26 anos que faleceu na Barra e o corpo ficou retido por um dia no IML porque não tinha médico legista na cidade. Segundo informações, está faltando um médico legista do Estado em Barra do Garças e com isso o município fica a escala prejudicada causando situações como essa do trabalhador Rui. Ela era morador de Baliza-GO onde foi enterrado e trabalhava então numa fazenda em Torixoréu.

Lamentamos essa situação.
 
 
 





 
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