25/10/2013 às 18h20min - Atualizada em 25/10/2013 às 18h20min

Gaeco apreende drogas e procura 15 membros

Agencia da Noticia com Midia News
Agência da Notícia

O Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público Estadual, anunciou, na tarde desta quinta-feira (24), a prisão de 35 de um total de 50 pessoas procuradas sob a acusação de envolvimento com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

As prisões ocorreram em cumprimento de mandados, dentro da “Operação Ad Sumus”, desencadeada na manhã de hoje.

Desse total, 19 suspeitos já estavam atrás das grades. Em relação aos outros 16, cinco são de São Paulo, Mato Grosso do Sul e Rondônia e 11 em Mato Grosso.

Durante a operação, foram apreendidas também drogas e armas. As buscas em relação ao restante do grupo continuam – 15 continuam foragidos e são considerados de “alta periculosidade”.

Segundo o Gaeco, a entrado do PC em Mato Grosso data de abril de 1999, quando da prisão de seu principal líder, o assaltante e traficante Marcos Herbas Camacho, o “Marcola”.

Na época, ele foi acusado de participar do assalto à agência central do Banco do Brasil, em Cuiabá, de onde foram roubados mais de R$ 6 milhões.

Atualmente, Marcola está preso na Penitenciária de Segurança Máxima de Presidente Bernardes (SP), sob RDD (Regime Disciplinar Diferenciado).

Hoje, segundo o Gaeco, estima-se que existam mais de 100 integrantes do PCC atuando no Estado de Mato Grosso. Alguns deles, mesmos presos, continuam praticando delitos.

Para se tornar integrante do “sindicato do crime”, segundo o MP, o candidato deve ser apresentado por um membro e ser “batizado”, tendo como padrinhos três “irmãos”. Em seguida, precisa cumprir diversas exigências da organização.

Em março deste ano, por exemplo, uma operação realizada pelo Gaeco resultou na prisão de um dos líderes do PCC em Mato Grosso, João Batista Vieira dos Santos.

Na ocasião, ele foi preso com mais de uma tonelada de maconha.

“A maioria dos delitos ocorreu em Cuiabá e Várzea Grande, contudo, vários crimes foram praticados em cidades do interior, com destaque para Rondonópolis (212 km ao Sul de Cuiabá). Parte das atividades delituosas desembocaram suas nefastas consequências em outros estados da Federação, sobretudo Rondônia e Mato Grosso do Sul”, diz um trecho da denúncia do Ministério Público.

Segundo informações do Gaeco, a denúncia é resultado de investigações realizadas entre março de 2012 a junho de 2013, quando alguns suspeitos foram presos.

A quadrilha foi denunciada por associação ao tráfico de drogas e formação de quadrilha.

Um dos integrantes também responderá por homicídio ocorrido no município de Poxoréo (251 km ao Sul da Capital).

Operação "Ad Sumus"

O Ministério Público do Estado de Mato Grosso, por meio do Gaeco, deflagrou a 'Operação Ad Sumus', que tem como alvo integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), que atuam em municípios de Mato Grosso e em outros estados.

Ao todo, foram expedidos 50 mandados de prisão e 25 de busca e apreensão.

Os mandados estão sendo cumpridos em Cuiabá, Rondonópolis, Várzea Grande, Vila Bela da Santíssima Trindade, Poconé e Sapezal, e nos Estados de Rondônia, Mato Grosso do Sul e São Paulo.

Em Mato Grosso, 150 agentes do Gaeco e da Polícia Militar estão envolvidos na operação.

Ad Sumus, em latim, quer dizer "aqui estamos". 


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