23/10/2013 às 18h03min - Atualizada em 23/10/2013 às 18h03min

Cinco dos onze prefeitos presos já estão afastados cautelarmente do cargo em Goiás

Olhar Direto
MP - GO

O quinto prefeito afastado em Goiás é da cidade de Uruana, Gilmar Rodrigues do Prado, conforme decisão proferida na tarde de segunda-feira (21) pelo juiz Liciomar Fernandes da Silva. Os outros afastados são de Aragarças, Aurélio Mendes; de Piranhas, Otair Teodoro Leite; de Carmo do Rio Verde, Delson José dos Santos e Inaciolândia, Zilmar Florêncio Alcântara.

Todos são investigados por suposto envolvimento em fraude de licitações na compra de medicamentos e materiais hospitalares. Essa é a maior operação realizada ano Brasil com onze prefeitos, nove secretários municipais e quatorze agentes públicos. O processo é de quatro mil páginas com escutas telefônicas entre os investigados e um esquema montado para fraudar as licitações e vender os remédios preços com preços superfaturados.

Ainda faltam ser apreciados mais seis pedidos de afastamento cautelar dos outros seis prefeitos presos. Em Aragarças, o presidente da Câmara de Vereadores, Celso Barros, disse que até por volta do meio-dia ainda não havia sido notificado do afastamento judicial do prefeito Aurélio.

A vereadora Bruna da Saúde (PT) defende a abertura de uma comissão processante (CP) para apurar o possível envolvimento de Aurélio com esquema de aquisição fraudulenta de remédios denunciado na operação Tarja Preta. “Eu tenho a informação que um cidadão irá apresentar o pedido de abertura da CP hoje à tarde e eu voto a favor”, frisou.

O vice-prefeito Aurélio Mendes já assumiu a prefeitura com a missão de manter a administração funcionando e disse que a prioridade é preparar a folha de pagamento para o final do mês. Ele preferiu não dar entrevista e apenas confirmou que irá manter a mesma equipe de Aurélio. Léo Leão foi empossado sexta-feira após os vereadores votarem um pedido de afastamento proposto pelo próprio Aurélio.

O prefeito de Aragarças e de Piranhas foram afastados após decisão do juiz Paulo Afonso; o de Carmo do Rio Verde pelo magistrado Cristian de Assis; e de Inaciolândia pelo juiz Alessandro.

Em todos os casos, foram suspensos os efeitos dos contratos celebrados entre as prefeituras e as empresas, referentes à aquisição de medicamentos e materiais hospitalares. Os onze prefeitos permanecem presos em Aparecida de Goiânia após terem a temporária prorrogada por mais cinco dias.  


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