01/04/2020 às 21h13min - Atualizada em 01/04/2020 às 21h13min

Morte de prefeito do Araguaia completa 21 anos

José Frederico Fernandes foi um dos políticos mais influentes da região nas décadas de 80 e 90. Ele foi assassinado quando estava no cargo de prefeito, antes foi deputado estadual em MT

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ARAGUAIA NOTÍCIA
Completou 21 anos no dia 30 de março de 2020, a história de um triângulo amoroso e de uma guerra surda pelo poder, que resultou no assassinato do prefeito, na época, de Nova Xavantina, José Frederico Fernandes.

Aos 48 anos, Frederico foi executado por volta das 20 horas na porta de sua casa; levou 18 tiros, sendo 15 de revólver calibre 38 e três de escopeta calibre 12. O crime aconteceu minutos depois que ele, acompanhado da companheira na época (ex-esposa do vice), chegaram em casa. Os dois chegaram a entrar na residência; mas Frederico voltou até a caminhonete para apanhar uma bateria de telefone celular que havia esquecido, quando foi surpreendido pelos criminosos.

O primeiro disparo, de escopeta, atingiu as pernas do prefeito e em seguida os demais, todos nas costas. Assustada, a companheira se trancou em casa com medo de ser morta.

Com o assassinato de Frederico, Esdras Fernandes, que então era vice-prefeito, assumiu a prefeitura. Posteriormente foi preso por decisão do Tribunal de Justiça, cassado e em 2006 foi posto em liberdade e desapareceu. No período em que foi prefeito, adquiriu processos administrativos, conseguindo acumular 6 condenações na justiça, todas com pedido de prisão. Na época, somente o ex-taxista Abner José Arruda, apontado como agenciador do crime, ficou preso.

Esdras sempre negou qualquer envolvimento no assassinato de Frederico; Hoje, Esdras está em liberdade; mas o crime que abalou Nova Xavantina, encontra-se preso no coração e na mente de todos os xavantinenses.

Frederico foi eleito prefeito de Nova Xavantina de 1983 à 1988. Em 90 conquistou uma suplência na Assembleia Legislativa e em parte daquela legislatura esteve em plenário; e por fim, voltou ao posto de prefeito em 1997 até março de 1999, quando foi cruelmente assassinado.

Frederico deixou três filhos, Marcelo, Mateus e Penélope; ambos vivem em Cuiabá com a mãe Jussara Fernandes.
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