01/10/2013 às 15h27min - Atualizada em 01/10/2013 às 15h27min

Presos são acusados de crimes em cinco estados

Agencia da Noticia
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Oito pessoas foram presas em Palmas e Paraíso do Tocantins, nesta sexta-feira (27), sob suspeita de integrarem uma quadrilha que assaltava bancos nas regiões norte, nordeste e centro-oeste do país. A polícia divulgou os nomes de cinco pessoas e investiga a possibilidade de participação das outras três nos crimes. Elas apresentaram documentos falsos o que dificultou as investigações, de acordo com a polícia.

Francisco Evanaldo Gomes, Régis Wagner Alves de Lima, Evanildo Pereira Cavalcante, Wagner Rodrigues e Antônio de Aparecido de Oliveira, tinham mandado de prisão expedido pela Comarca de Vila Rica (MT), a 1276 km de Cuiabá. Três deles são naturais de Caraúbas, região oeste do Rio Grande do Norte.

Francisco Evanaldo também é suspeito da morte do ex-prefeito de Caraúbas (RN), Antonio Veras, em março de 2010.

Segundo informações da polícia, com a quadrilha foram apreendidas duas pistolas calibre 40, dois revólveres calibre 38 e R$ 70 mil em dinheiro. Seis carros e um caminhão também foram apreendidos. Um dos carros foi comprado nesta quinta-feira (26) e pago à vista. Ainda de acordo com a polícia, a quadrilha presa é de extrema periculosidade e existem indícios de que possa ter cometido assaltos a bancos nos estados do Mato Grosso, Pará, Tocantins, Maranhão e Rio Grande do Norte, nos últimos meses.

Cleide Aparecida, delegada da Polícia Civil de Mato Grosso, disse que a quadrilha usa reféns como escudos humanos nos assaltos. "Nós já temos conhecimento pelas investigações que foram realizadas que se trata de uma quadrilha armada especializada na prática de crime de roubar banco. No Mato Grosso a gente denominou de 'Novo Cangaço'. São pessoas que utilizam escudos humanos e usam de extrema violência para poder praticarem os crimes desta modalidade", explicou.

As investigações começaram há seis meses. Os suspeitos moram no Tocantins, onde gastavam todo o dinheiro roubado. O delegado Evaldo de Oliveira Gomes, da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (DEIC/TO), disse que investiga a possibilidade de participação dos suspeitos em outros crimes no Tocantins. "A partir do momento que houve a comunicação de que a quadrilha utilizava da cidade de Palmas e de Paraíso do Tocantins como bases principais para sua concentração, começamos um monitoramento, por [intermédio do] trabalho [da polícia] do Mato Grosso, e acompanhamos o dia a dia deles."

A operação contou com a participação de policiais civis do Tocantins, do Mato Grosso e do Pará. O delegado da DEIC ainda ouve os suspeitos e alguns deles já apresentaram os advogados. Após os procedimentos legais de investigação, eles serão mantidos na Casa de Prisão Provisória de Palmas até a transferência para Vila Rica (MT).


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