11/03/2020 às 06h00min - Atualizada em 11/03/2020 às 06h00min

Conselheiro, chora, diz ser vítima de tramoia de Pedro Taques e Rodrigo Janot

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ARAGUAIA NOTÍCIA
Foto: Victor Ostetti / Midia News


O conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), Antonio Joaquim, em coletiva à imprensa na tarde desta segunda-feira (9), disse que vive um inferno astral por conta do que classificou de “tramoia sórdida e covarde” do ex-governador Pedro Taques e do ex-procurador geral da República Rodrigo Janot.

“Sou vítima de uma tramoia sórdida, covarde, uma grande farsa, executada pelos ex-procuradores do Ministério Público Federal, Rodrigo Janot e Pedro Taques, desencadeada com único objetivo de impedir a minha presença no processo eleitoral de 2018”, disse o conselheiro afastado.

Antonio Joaquim e outros quatro conselheiros – José Carlos Novelli, Sérgio Ricardo, Valter Albano, e Waldir Teis – foram afastados por determinação do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), a pedido de Janot, durante a Operação Malebolge, 12ª fase da Ararath, da Polícia Federal. Eles foram citados na delação do ex-governador Silval Barbosa como supostos beneficiários de propina.

Emocionado, o conselheiro afastado disse que precisa trabalhar. “Eu preciso. Eu quero é trabalhar. Estou louco para trabalhar. Não sei se é justo você receber sem trabalhar, faz parte da legislação, do mundo jurídico. Eu não acho que é justo. É legal, mas não acho que é justo”, afirmou o conselheiro.



“Quando eu tinha 19 anos recebi uma fazendo do meu avô, em Barra do Garças. 19 anos de idade, meu avô me deu uma fazendinha. Eu sou órfão, quem me criou foi ele. Perdi meu pai com sete anos. Com 21 anos eu era sócio de duas empresas comerciais em Barra do Garças. Com 23 anos eu inaugurei a Fiat em Barra do Garças. Fui entrar e ser deputado eu tinha 30 anos. Eu tinha um patrimônio”, argumentou.

 Embora seja fazendeiro desde os 19 anos, o conselheiro fez questão de afirmar que não é milionário. “Não sou milionário. Minha vida é regrada e não devolvo por isso. Ao invés de devolver o dinheiro eu quero trabalhar. Não tem sentido eu estar afastado e ganhando. Não há motivo para eu estar afastado. Eu tenho experiência, tenho condição de ajudar o estado. Tenho maturidade. Aprendi, me formei ao longo desses 40 anos”, disse.

Antonio Joaquim está afastado desde setembro de 2017 por decisão do Supremo Tribunal Federal. O conselheiro é investigado pela suposta prática dos delitos de corrupção passiva, sonegação de renda, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
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