03/03/2020 às 10h33min - Atualizada em 03/03/2020 às 10h33min

OAB comete abuso contra advogada

Não raras foram as vezes que vocês me viram aqui honrar e agradecer a Deus pela oportunidade de exercer a advocacia, profissão que tanto amo e admiro.

Assessoria
ARAGUAIA NOTÍCIA


Depois de todos os acontecimentos que ocorreram na minha vida profissional na última semana, me sinto com o compromisso de usar desse meio de comunicação para esclarecer aos muitos amigos, clientes, colegas de profissão e familiares sobre o que aconteceu.

No final do ano passado eu fui convidada a contribuir para o município de Rondonópolis, cidade onde resido há 10 anos, para a qual me mudei em busca da minha realização profissional, cidade esta que me recebeu de braços abertos, me acolheu, me deu oportunidades, amigos e reconhecimento. Senti a necessidade de devolver ao município um pouco de todo o bem que aqui nessa terra de calor intenso e povo aguerrido recebi. Então, exercendo a minha cidadania, doei algumas placas orientativas de trânsito para a cidade.

Como todos sabem, me mudei sozinha e para trabalhar aqui. Em razão da minha profissão de advogada me tornei aqui conhecida como Dra. Denise, pois por não ter família aqui a minha referência sempre foi a profissão já que as pessoas não tinham como dizer : filha da fulana, sobrinha do ciclano, cunhada de tal pessoa, enfim, então apenas passei a ser conhecida como advogada Denise.

Cada uma das placas doadas ao município orientam o trânsito e indicam os seus doadores. As minhas, portanto, trazem: Dra Denise Rodeguer. Também fiz doações em nome dos meus 2 filhos, sendo ainda que a minha segunda filha é nascida na cidade de modo que preferi ganhá-la aqui, em homenagem a Rondonópolis, a ganhá-la perto da minha família, inclusive da minha própria mãe, pois ela é a minha homenagem a RONDONÓPOLIS.

Enfim. Passei a ser acusada de fazer propaganda irregular da minha profissão por alguns colegas de profissão enquanto muitos outros me parabenizaram pelo ato generoso e cívico.

Ressalto que apesar das acusações que me recaem, não há nas placas número de telefone, endereço, e-mail ou forma alguma de contato para que então se pudesse falar em propaganda.

Passei então a ser coagida por alguns dirigentes da OAB que tentaram me acuar e coagir.

REAGI!

Daí veio a retaliação rasteira e desleal: fui suspensa de forma ABUSIVA, às escuras, sem que eu sequer tivesse ideia de que contra mim havia um procedimento, fizeram tudo escondido, retirando de mim o meu direito de defesa e, atropelando minhas prerrogativas, deixaram propositadamente vazar informação que deveria ser sigilosa, fazendo jogar nos grupos de WhatsApp de advogados, informações a respeito da decisão que determinava minha suspensão (decisão até então por mim desconhecida) . Fui surpreendida quando um colega advogado entrou na minha sala perguntando se eu sabia dos fatos que estavam sendo noticiados nos grupos e perguntando se eram verdadeiros.

Fiquei estarrecida. Jamais poderia eu imaginar e ali eu não queria sequer acreditar, que dirigentes da Ordem dos Advogados do Brasil passariam por cima da própria legislação, das garantias constitucionais consagradas e das minhas prerrogativas de advogada, jogando tudo na lama assim como maculando a imagem e a luta de quase um século da OAB na defesa incondicional dos direitos que de mim foram retirados.

Fui humilhada publicamente, virei “meme” em alguns grupos de whatsapp, fui achincalhada por advogados maldosos e vingativos!

Me vi obrigada a contratar um advogado (pois já não podia advogar) e, então, bater às portas do Poder Judiciário, impetrando perante a Justiça Federal, um MANDADO DE SEGURANÇA contra o presidente do Tribunal de Ética e Disciplina da OAB/MT, João Batista Benetti, que é a autoridade coatora, que violou todas as regras do direito e da Constituição e também do próprio Estatuto OAB e suspendeu a minha inscrição “na calada da noite”.

Como há um Deus no céu, a justiça foi prontamente restabelecida e o juiz federal deu ordem liminar cassando aquela decisão teratológica.

Fui acusada de denegrir a honra da advocacia pelo presidente do Tribunal de Ética da OAB, João Batista Benetti, por supostamente ter infringido regra de publicidade, enquanto dezenas de advogados que já foram presos praticando todo tipo de crimes, inclusive levando celulares e drogas em presídios e outros tantos que se apropriam indevidamente de dinheiro dos seus clientes JAMAIS tiveram tratamento parecido com o dado a mim pela OAB DE MATO GROSSO.

Esse presidente do TED que não foi capaz de respeitar a lei, a Constituição e nem a mim como colega de profissão, inclusive será candidato, indicado pela OAB/MT para disputar uma vaga de desembargador no Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso onde, se eleito, poderá vir a decidir o destino de centenas de milhares de vidas.

Quero aqui esclarecer que jamais pratiquei qualquer ato que pudesse denegrir a imagem da advocacia, muito pelo contrário, procuro exercer o meu trabalho da forma mais ética, competente e humana possível.
Tenho no meu coração que eu não tenho uma profissão, mas sim um talento que Deus me deu. Ele me abençoou com esse talento e eu sinto em meu coração que serei um dia cobrada pelo pai que perguntará a sua filha: o que foi feito com o talento que eu lhe dei?

Então não posso parar, não posso me acovardar, não posso deixar com que as forças do inimigo prevaleçam sobre a vontade de Deus porque Ele me usa como ferramenta da sua justiça entre os homens e eu nada mais sou do que uma serva da Sua preponderante vontade.

E tenho refletido que toda essa injustiça e humilhação pela qual passei não me veio ao acaso. Isso serviu para que eu tenha ainda mais coragem e vigor na defesa intransigente contra toda e qualquer injustiça porque somente aquele que já foi injustiçado é que tem a sensibilidade necessária para defender alguém de uma injustiça.

Obrigada a todos que me permitiram esse esclarecimento e leram esse texto até o fim.
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