20/01/2020 às 14h32min - Atualizada em 20/01/2020 às 14h32min

Nesta quarta-feira tem protesto na Barra: ‘Não foi acidente. Foi crime!’

Araguaia Notícia


Nesta quarta-feira (22/01) acontece uma manifestação popular em Barra do Garças, no Mato Grosso, contra as irresponsabilidades no trânsito que contribuíram para sucessivas mortes na cidade. De acordo com a Polícia Militar (PM), em 2019, o trânsito matou 38 pessoas na Barra e a maioria dos acidentes relacionados a imprudência e ingestão de bebida alcoólica.

A manifestação de quarta-feira é organizada por amigos e familiares do universitário Gilmar Sousa Santos, de 49 anos, que ficou 30 dias internado e infelizmente não resistiu entrando para essa dura estatística. No convite, amigos contam que Gilmar foi vítima de um motorista embriagado e por isso o slogan não foi acidente sim um crime.

A concentração do protesto será a partir das 17 horas na praça Sebastião Junior. A organização pede as pessoas que tiveram parentes falecidos no trânsito que se unam nesta causa e compareçam no evento. De preferência vestindo roupa preta.

Colisão e fuga 

Segundo a família, no dia 19 de outubro, Gilmar saiu de moto de casa por volta das 15 horas para ir à igreja participar de uma reunião e acabou sendo acidentado por um veículo Uno cujo condutor estava embriagado e chegou a ser preso no primeiro momento, mas depois acabou pagando fiança e respondendo processo em liberdade.

O acidente aconteceu na rua Germano Bezerra e após a colisão, testemunhas contaram que o motorista do Uno saiu rapidamente e não prestou socorro.

Gilmar ficou trinta dias hospitalizado na UTI. No início teve que amputar a perna esquerda. Ele ainda perdeu o baço, perfurou o rim e estava programado para amputar o braço esquerdo na segunda-feira só que não resistiu e faleceu.

O universitário era muito querido na igreja Adventista do Sétimo Dia onde congregava há mais de vinte anos e era funcionário antigo na Friboi. Ele entrou na empresa ainda quando era Sadia.

Os amigos de Gilmar fizeram uma campanha para arrecadar bolsas de sangue para Hemocentro de Barra do Garças em função das inúmeras cirurgias que o universitário foi submetido

Gilmar morava no bairro Vila Varjão e o corpo dele foi velado na igreja Adventista na rua Francisco Albuquerque acima da escola Maria Nazaré Noleto. E deixou três filhos e três netos.
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