14/12/2019 às 07h53min - Atualizada em 14/12/2019 às 07h53min

Fiscais e veterinários ganharam R$ 1 milhão e 860 mil de propinas no frigorífico de Barra do Garças, revela PF

Os investigados irão responder por corrupção ativa e passiva, além de organização criminosa, podendo pegar até 20 anos de prisão

Notícias da Pecuária
ARAGUAIA NOTÍCIA
A Polícia Federal deflagrou na última terça-feira (10), a segunda fase da Operação Porteira Aberta na qual investiga a ausência de controle dos animais, falta de inspeção dos fiscais sanitários, e abate de gado indiscriminadamente.

Essa segunda fase é resultado da análise dos dados bancários dos investigados, dos documentos contábeis apreendidos durante a deflagração da primeira fase (15/06/2018), os quais apontaram o pagamento de R$ 1.860.700,00 em propina apenas na unidade de Barra do Garças/MT, além da celebração de 11 acordos de colaboração premiada entre o Ministério Público Federal e Polícia Federal com os prepostos da empresa responsáveis pela operacionalização dos pagamentos.



Os colaboradores afirmaram que houve o pagamento de, no mínimo, R$ 6.092.200 em propinas aos agentes públicos envolvidos e que atuavam nas unidades da JBS. As propinas variavam de R$ 5 mil a R$ 25 mil mensais, que perduraram até o início de 2017, cessando com a deflagração da Operação Carne Fraca.

São alvos da operação os fiscais federais agropecuários e os médicos veterinários conveniados ao SIF, que atuavam na fiscalização das plantas industriais da empresa localizadas nos referidos municípios.

Os investigados irão responder por corrupção ativa e passiva, além de organização criminosa, podendo pegar até 20 anos de prisão.
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